O caminho foi tortuoso. "É muito difícil o começo. Até você acertar a compra, saber o que o cliente precisa, criar uma intimidade com ele, demora um pouquinho. E nunca tive experiência no comércio", relata a microempresária Manu Castro, 26 anos. Mas dois anos depois, sua loja de roupas femininas resistiu às intempéries do mercado e ela já projeta uma expansão. "Somos em três: eu, minha irmã, que é a financeira, e uma gerente. Trabalhamos em conjunto, ninguém faz tudo sozinha. Vamos lançar uma marca própria e já temos uma equipe montando as peças", revela.
Para abrir o empreendimento, Manu, que é decoradora de interiores, teve ajuda de uma consultora do Sebrae. Sua ideia inicial sempre foi trabalhar num conceito de exclusividade comum em lojas europeias, com atendimento personalizado, com foco naquilo que o cliente deseja. "Mantenho a loja baseada no modelo europeu, fugindo de grandes ambientes, e buscando valorizar o atendimento, que é uma coisa que faltava aqui. É como se a cliente estivesse dentro do closet de sua casa", afirma Manu.
A consultoria foi importante, segundo ela, para orientá-la a respeito da legislação voltada à pequena e média empresa, que ela desconhecia por ter morado muito tempo na Europa. "Não adianta só ter o produto, tem que dar um diferencial. No nosso caso, é o atendimento personalizado, em que a cliente pode encomendar a peça que ela quer, para a ocasião que ela quer", explica. (D.P.)

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