Mais de duas mil vagas para 'concurseiros' no Paraná

FOLHA Iista concursos com inscrições abertas no Estado. Há cargos para níveis fundamental, médio e superior, com ênfase para as áreas de saúde, administração e educação

Isabela Fleischmann - Grupo Folha
Isabela Fleischmann - Grupo Folha


Para quem já quer começar a estudar mesmo sem um edital, a dica é focar em português e matemática, porque todos os concursos contemplam raciocínio lógico e gramática
Para quem já quer começar a estudar mesmo sem um edital, a dica é focar em português e matemática, porque todos os concursos contemplam raciocínio lógico e gramática | iStock
 



Se não é possível ter a certeza de encontrar ou manter um emprego com a crise econômica, a estabilidade é, além da remuneração, o ponto forte do concurso público. Na edição desta segunda (18), a FOLHA lista alguns concursos com inscrições abertas pelo Paraná com objetivo de orientar quem busca emprego por meio dessas provas. São cerca de 2.300 vagas para paranaenses com níveis fundamental, médio e superior, sendo que boa parte é ofertada por prefeituras do Estado. Os cargos estão nas áreas da saúde, administração e educação.  


Especialista em concursos e proprietária do Curso Saber, Flávia Cabral explica que quem deseja se aventurar na seara dos concursos deve antes de tudo delimitar o perfil do concurso que quer: nível médio, superior, para a polícia ou para o Tribunal de Justiça, por exemplo. "Às vezes um aluno vai prestar um TJ e depois polícia e se perde porque a grade de disciplinas é muito diferente", afirma. 




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Para quem já quer começar a estudar mesmo sem um edital, a dica de Cabral é focar em português e matemática, porque todos os concursos contemplam raciocínio lógico e gramática. "O ideal é fazer um curso específico para o concurso, mas se isso for inviável, a sugestão é planejar horários de estudo e cumprir as metas que estabeleceu todos os dias no mesmo horário, para criar rotina", orienta. 


Estudar para concurso é um ato gradual e contínuo. "Quando muitos pensam em estudar quando abrir o edital, outras estão se preparando há dois anos sonhando com o emprego de estabilidade, segurança e realização profissional. Tem gente que já tem uma meta", pondera Cabral. Por isso, o ideal para a professora é entender o perfil da banca que fará a prova fazendo muitas questões de outros concursos do mesmo organizador de provas. 


Existem concursos para preenchimento de vagas imediatas e outros para cadastro de reserva. Mesmo no caso das vagas imediatas, é importante ter em mente que o concurso pode requerer processos secundários, prova física, entre outros. A nomeação depende do edital, explica a professora, mas, usualmente, após a aprovação o candidato é chamado em torno de seis meses. "Há alunos que passam em um concurso e continuam prestando para outros editais. Passam em dois, três concursos e podem escolher o que mais agrada", conta. 


A professora ressalta que nunca é tarde para começar. Ela relata que há alunos que já se aposentaram de uma vida profissional e agora estudam para concursos. Com exceção das áreas de polícia e bombeiros, que demandam questões físicas, a maioria dos editais não possuem excludente de faixa etária. 


'Foquei no Ministério Público

porque os salários são maiores'


Karina Torresin de Oliveira Gardin, 30, é formada em direito e estuda para analista de tribunais. "Eu já fiz vários cursinhos e criei meu material de estudo. Agora estudo sozinha", conta. Leis, jurisprudência e questões são seus companheiros diários nos estudos em casa. "Tem que ter muita disciplina, tem que tratar como se fosse um trabalho, acordar no horário certo e só fazer aquilo. Cumprir as horas", conta. 


Gardin viaja pelo Sul do País fazendo provas. Mas, em dezembro, o concurso será em São Paulo. Tudo isso demanda dinheiro: inscrição, viagem para o local da prova e hospedagem. "Ainda estou esperando sair outros editais", disse. Segundo ela, a dica primordial para o concurseiro é fazer muitas questões. "Você tem que estudar para aquela prova específica, o modelo da prova, porque muda bastante". 

 

Luiz Henrique Lemes, 28, é oficial de promotoria do Ministério Público de São Paulo. Formou-se em economia em Londrina e resolveu partir para a área de concursos porque não teria muito emprego na cidade nessa área. "Precisava tomar uma decisão porque já estava com 20 e poucos anos e tinha que ter renda para pagar minhas contas", conta. Seguiu o caminho do irmão mais velho: concurso público.


"Ele me incentivou a fazer as provas e eu comecei. Fiz concurso para banco, para o Tribunal do Trabalho. Mas  foquei no Ministério Público porque os salários são maiores e há mais vagas em São Paulo", diz. Lemes conta que aprendeu na marra que prova é "momento" e costuma comparar com a preparação de alguém que vai lutar UFC. "Você vai fazer e provavelmente não vai passar na primeira ou na segunda prova. Mas tem que persistir, fazer provas suficientes para que seu nível esteja bom para ser aprovado". 


Estudar em casa é trabalhoso e cansativo, de acordo com o economista. Mas a dica de organização dele é estudar duas matérias por dia, uma antes do almoço e outra depois, fazendo questões. Lemes esperou por quase dois anos para ser nomeado. Manteve a ansiedade controlada porque continuou estudando para outros concursos. "Eu me esqueci dessa prova", contou. 



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