Londrina tem o segundo maior crescimento
Entre as dez cidades paranaenses que possuem maior número de microempreendedores individuais no Paraná, Londrina aparece em segunda posição, com 7.986 unidades abertas no período de setembro de 2009 a julho de 2013. Segundo o Sebrae, a cidade só perde para Curitiba, que contabiliza 34.205 microempresas criadas no mesmo período.
Serviços gerais (manutenção de residenciais e outros) e pequeno comércio são as principais atividades das empresas abertas pelos microempreendedores. Essa tendência é observada em Londrina. São várias as histórias de profissionais que se arriscaram em se tornar seu próprio patrão. Um deles é Rogério Motta Werner, dono da Q Marido - Marido de Aluguel. "Eu prestava serviços de manutenção para um empresa e deixei a função em 2010 para iniciar uma sociedade que não deu certo. Há cerca de um ano, sem saber bem o que faria, resolvi começar a oferecer serviços de manutenção, então me regularizei e fundei a empresa", explica.
Werner reconhece que ainda precisa aumentar sua clientela para estabelecer de vez sua marca no mercado, mas garante que o novo jeito de trabalhar é muito compensador. "Tenho empresa reconhecida, contribuo com o INSS e estou ganhando até mais do que ganhava anteriormente. Claro que os desafios são muitos, mas vale a pena", afirma.
Opinião semelhante tem Marcos Antônio Luiz, proprietário da Marcos Manutenções. Atuando há menos de um ano com manutenção hidráulica e elétrica, e reformas em comércios e residências, ele pondera que ter firma aberta faz a diferença. "Graças ao programa, muitos clientes pedem nota e podemos oferecer e, o melhor de tudo, é que temos redução nos encargos", comemora.
A demanda por seus serviços tem crescido e Luiz já pensa em contratar seu ajudante Dejair da Silva Melo, que o auxilia em alguns trabalhos. "Ele já é quase um funcionário fixo e como posso ter um, penso em registrá-lo assim que tivermos um número maior de clientes", projeta.
A microempresária Vanessa Cotrim Silva conquistou um espaço no mercado e consolidou a sua marca. Há cerca de 10 anos, junto com o marido Doug Correa, ela assumiu o carrinho de pipoca do sogro que havia falecido. Como já havia trabalhado em panificadora, melhorou o aspecto do seu negócio e se manteve na informalidade somente até o surgimento do MEI.
Atualmente, ela atua em festas na cidade e conta com cinco carrinhos da Pop Doug. "Tem um pessoal (ajudantes) que chamo sempre que necessário. É bom que além do meu faturamento, gero renda para outras pessoas", conclui. (V.F.)





