Se por um lado o ego pode auxiliar na carreira, o oposto traz prejuízos. ''Uma pessoa com baixa autoestima vai ter insegurança, vai ser pessimista, nunca vai conseguir se posicionar e sempre deixa tudo para o outro'', explica a psicóloga Tânia Mastelari. Nesses casos, um ego autoconfiante pode conferir ao profissional ousadia e estimular o seu desenvolvimento.
César Bellinati é gerente de uma empresa do ramo odontológico, em Londrina, que tem nas multinacionais como maiores concorrentes. Para ele, se o colaborador não tem autoconfiança, acaba caindo no ''complexo de vira-lata''. ''Entramos recentemente no mercado japonês. Imagina se você tem aqui profissionais com baixa autoestima? Como é que nós, do interior do Paraná, vamos competir. Temos que pensar que temos condição, que vamos brigar e conseguir colocar nosso produto.''
No ramo imobiliário, a situação não é muito diferente. Por causa da distribuição de comissões, a competitividade pode ser grande, criando um ambiente propício para os egos se manifestarem.
''Às vezes nem é aquilo que a pessoa quer passar, mas pode ser que ela acabe se mostrando uma pessoa arrogante, que ache que está acima de todos, que a opinião dela é a certa e passe por cima de outras pessoas'', afirma a corretora de imóveis Mariana Braga Pícaro.
Mas uma autoestima elevada, na opinião do também corretor Valdemir Joaquim Ignácio, é essencial na hora de lidar com o cliente e ainda pode estimular o restante da equipe.
''Quando você tem satisfação plena, isso traz uma autoconfiança que você acaba passando para a equipe. É um processo que dá mais credibilidade na hora de dividir com os demais.'' (M.F.C.)

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