Tema recorrente nos últimos anos, o papel do líder nos diferentes setores de uma empresa voltou a ser discutido em Londrina recentemente. Sob o título ''Liderança e Gestão de Pessoas'', esteve na cidade o professor e palestrante Alfredo Rocha, em evento promovido pela Ceres - Centro de Estudos e Trenamentos Empresariais.
Segundo ele, um líder ocupa papel decisivo para o sucesso ou o fracasso de uma corporação, e por isso ele precisa se adequar as situações que surgirem, da melhor forma possível. ''Seja ele o dono ou o gerente de uma empresa, o objetivo de um líder é entregar resultados, mas ele só faz isso com o comprometimento e a motivação de seus funcionários'', ressalva.
Rocha acrescenta que há algumas décadas a liderança era baseada no respeito a hierarquia existente dentro das empresas, sobretudo por resquícios da ditadura, mas esta realidade começou a mudar com a abertura econômica e política do País. ''Essa é uma geração que gosta de opinar, de participar e que necessita de desafios, e a liderança precisa ser adequada a esse profissional. Não basta mandar é preciso influenciar sua equipe'', diz.
Como fazer isso? Para o palestrante, esta postura vai além de simplesmente ocupar um cargo. Rocha lembra que o líder é capaz de influenciar os profissionais que o cercam com seus pensamentos, inteligência, conhecimento, com ações e, principalmente, com seu exemplo.
Para alcançar um nível de influência sobre o material humano que administra, o gestor, no entanto, necessita dar alguns passos. O primeiro deles é conhecer os profissionais que compõe sua equipe. Rocha defende que esses indivíduos podem ser divididos em três classes. A primeira é composta por funcionários naturalmente motivados. ''Esta classe é formada por um número pequeno de profissionais dentro das empresas. Cerca de 10% a 20% apenas'', garante o professor.
Já a segunda classe é formada pela grande massa crítica da empresa, algo em torno de 60% a 70% dos funcionários. ''São profissionais resistentes as mudanças e que precisam ser trabalhados pela liderança'', orienta. Os trabalhadores que não conseguem ser motivados de forma alguma integram a terceira classe e acabam sendo trocados mais cedo ou mais tarde.
Motivação
Para o professor a principal questão a ser encarada pelos lideres é: Como transformar os funcionários da segunda classe em trabalhadores de primeira? A resposta, é simples, mas o trabalho é grande. ''É preciso criar programas e estratégias junto ao Recursos Humanos para capacitar e motivar esses profissionais. Um ponto importante é que nem sempre apenas o salário motivará esse trabalhador. Claro que todos querem um salário justo, mas muitos também gostam de elogios, o líder deve estar atento a isso'', afirma.
Outra dica importante quanto a forma de liderar vai de encontro com a postura que esse profissional deve apresentar. De acordo com ele, o líder deve estar disposto a ensinar o que sabe, desaprender maus hábitos que tenha adquirido durante sua carreira e aprender com os próprios subordinados coisas que lhe acrescentem. ''Hoje, o líder não é aquele que manda, mas o que ensina e está disposto a reaprender. Esta relação de troca é fundamental inclusive para o bom ambiente organizacional'', crava.

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