Vivemos um período de mudança com a mulher sendo cada vez mais reconhecida na sociedade e, principalmente, no âmbito do mercado de trabalho. É assim que a juíza titular da 4ª Vara do Trabalho de Londrina, Ziula Cristina da Silveira Sbroglio analisa a realidade feminina. ''As mulheres estão conquistando espaço no mercado de trabalho e cargos importantes. Já temos até uma presidenta da república e outras mulheres em postos que antes eram ocupados basicamente por homens'', avalia.
Apesar da constatação positiva, ela reconhece que ainda há muito preconceito com relação ao sexo feminino, e isso reflete em ganhos salariais menores, discriminação e até mesmo assédio no ambiente de trabalho.
Embora defenda que não há como igualar as coisas entre homens e mulheres - devido as diferentes características existentes entre os sexos - a juíza aponta a necessidade de uma mudança de cultura onde a figura feminina passe a ser mais compreendida e respeitada, "à medida que a cultura machista vai se diluindo e os homens começam a dividir as tarefas domésticas e a educação dos filhos. Alguns já tem essa mentalidade, mas muitos ainda precisam exercitar este novo pensamento''.
Ziula não acredita que o novo entendimento do TST vai dificultar a entrada ou a manutenção da mulher no mercado de trabalho. Isto porque os custos com as gestantes recaem mais sobre a Previdência Social do que no empregador. (V.F.)

mockup