Para o consultor, escritor e mentor Sidnei Oliveira, o momento agora é de gerar "boas cicatrizes", ou melhor, aproveitar as oportunidades para mudar as regras e não esperar que o cenário mude. "O jovem hoje reclama demais, ao invés de encarar desafios", defende.
Ele concorda, no entanto, que há muitos jovens motivados, atraídos pelo empreendedorismo, mas aponta uma certa imaturidade. "Muitos pensam mais nos privilégios. Os jovens são brilhantes, mas ainda têm medo de parecer que falharam, pois para eles, principalmente, pelo advento das redes sociais, o que importa mais é a imagem que transmitem do que aquilo que realmente fazem", completa.
Para a psicóloga e coach de carreira Nicole Tomazella, o jovem de fato, tem uma maior busca pelo preenchimento do "eu", de conceitos de felicidade, liberdade e autonomia.
"Ele não pensa em qual impacto quer gerar, como se posicionar diante da sociedade e quais as consequências disso para ele. O jovem é muito criativo, mas ainda tem dificuldade na organização das informações e, por não contar muito com a orientação de pessoas mais maduras, não consegue tomar a decisão do que fazer", analisa. (M.O.)

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