O consultor Rubens Negrão, do Sebrae, explica que, independentemente de o novo negócio ser montado em um contêiner, é fundamental que o empresário tenha em mente um plano de negócios. "É necessário fazer um planejamento, definir qual seu público-alvo, saber sua capacidade de investimento, descobrir quem são seus concorrentes, qual seu ramo de atuação e qual será seu diferencial", explica. Outro ponto a se verificar, segundo Negrão, é se o negócio tem longevidade.
Segundo o consultor, outro ponto importante é ter coerência com a proposta da empresa. "O contêiner passa imagem da sustentabilidade e por isso o negócio tem que estar atrelado a essa ideia. Assim, ter peças sustentáveis, fazer captação da água da chuva são algumas alternativas", diz.
Negrão lembra que, ao optar por montar um estabelecimento em um contêiner, o empresário tem que estar ciente de que é necessário pesar os custos e os benefícios. Entre as dificuldades, o consultor cita a compra e liberação do contêiner no porto, além da necessidade do transporte até o destino final. "Mesmo sendo um contêiner é necessário protocolar o projeto na prefeitura, passar por vistorias e preparar o radier, que nada mais é do que a base de concreto sobre a qual o contêiner será instalado. Também pode ser necessário providenciar o revestimento interno, pois a estrutura pode ficar bem quente. E o espaço pode ser um limitante. Por isso é preciso pesquisar o tamanho do contêiner, já que existem várias medidas", aponta.
Já entre as vantagens, Negrão cita a possibilidade de mover a estrutura para outro local e o tempo menor de obra, se comparado à alvenaria. "Mas mesmo nesses projetos não podemos dispensar o engenheiro." (E.G.)

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