Investidor deve ter o triplo do valor da franquia, diz professor
''O modelo de franquia é interessante porque o empreendedor não é patrão já que há a figura do franqueador, mas ao mesmo tempo não é empregado já que tem total autonomia para gerenciar seu negócio''. Assim define o sistema de negócio, Edgard José Carbonell Menezes, Coordenador do curso de Administração do Centro Universitário Filadélfia (Unifil).
Para ele, o modelo pode ser considerado algo que deu certo no País, e se enquadra perfeitamente ao estilo brasileiro, que consiste em profissionais criativos, mas que quase sempre necessitam da figura de alguém no comando. Segundo o professor, em geral, os profissionais formados aqui têm excelentes ideias, porém com certo receio de executá-las por conta própria. ''Quando se é funcionário há a figura do chefe que autoriza a execução da ideia e, quando ela dá certo, a empresa ganha. Com a franquia é a mesma coisa, mas nesse caso tanto franqueador quanto franqueado ganham'', diz.
Se a franquia pode ser a solução para todos os problemas e a oportunidade de ter um faturamento, que tal começar logo um negócio? Menezes explica que as coisas não são tão simples assim e que o interessado deve avaliar alguns fatores.
Primeiro é importante que se faça uma análise do que o futuro franqueado gosta de fazer, para que tenha prazer no seu futuro negócio. Depois cabe uma análise do quanto precisará ser investido no negócio, qual a lucratividade média e quanto tempo de retorno. Essas três informações, conforme o professor, costumam ser fornecidas pelo franqueador.
Havendo a possibilidade de executar o negócio, Menezes indica que o interessado deve ainda avaliar informações básicas como o ponto de instalação e a quantidade de concorrentes atuando no mercado. ''Vale lembrar que hoje os preços de uma franquia e sua modalidade variam muito. O interessado precisa estar atento. Se uma franquia custa R$ 50 mil é fundamental que ele tenha pelo menos três vezes esse valor para a sobrevivência do negócio. Isso permitirá um capital de giro e que pague as contas até o negócio se estabelecer'', aconselha.
Menezes orienta ainda que o futuro franqueado busque por auxílio qualificado, com instituições especializadas em empreendedorismo, profissionais em administração de empresa ou até artigos referentes ao tema. ''Quanto mais informação melhor. Existe uma boa possibilidade do negócio dar certo, mas antes o empreendedor deve se preparar para o mercado'', conclui. (V.F.)





