''Como universidade, gostaríamos que todos os nossos professores fossem doutores. Mas como em algumas áreas abrimos concurso e não conseguimos candidados com doutorado, acabamos aceitando pessoas com mestrado'', afirma Marcos Imamura, diretor geral do campus da Universidade Tecnológica Federal (UTF-PR) em Londrina.
Nos três cursos técnicos da instituição, dos 54 professores disponíveis, 28 (52%) têm doutorado. O diretor geral afirma que, no momento, a preocupação é contratar professores para o curso de Engenharia de Materiais, que deve ser oferecido este ano pela universidade. Para isso, a instituição vai solicitar professores com doutorado para o concurso público que deve ocorrer ainda neste primeiro semestre.
Por outro lado, para Regina Maria Micheletto, coordenadora de Formação de Professores da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), as universidades públicas apresentam um bom número de professores com doutorado justamente porque os concursos são abertos com esse requisito.
''Temos muitos candidados doutores. São professores jovens que se formam e vão direto para a pós-graduação'', observa. A UFPR tem em seu corpo docente 70% de professores doutores e 23% de mestres. Segundo Regina, a tendência é que nas instituições públicas aumente o número de doutores e mestres devido à exigência dos concursos. (M.F.C.)

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