Além do emprego no comércio, as indústrias também contratam muita gente, porém com antecipação - o período mais forte vai de agosto a novembro. Afinal elas produzem o que será comercializado no período natalino.
O gerente de Recursos Humanos de uma empresa de produtos de higiene pessoal, Ricardo Rodeguere Baggio, diz que o período de setembro a novembro é o que mais utiliza a mão de obra temporária, com chances de efetivar 80% dos temporários após o término do contrato. ''Diferente do comércio, essa é a época que o setor fica aquecido'', afirma, lembrando que dezembro, janeiro e fevereiro, por conta do período festivo, a demanda na produção cai.
Contratado para ser temporário como operador de máquinas, Renato Matias, 28 anos, se destacou e foi efetivado. Atualmente está sendo treinado para ser líder de uma equipe de seis pessoas no setor de injetados da empresa, responsável por dar forma nas escovas dentais. ''Trabalhava no ramo numa outra empresa e resolvi sair. Quando estava recebendo o seguro desemprego tive a chance de ser contratado como temporário. Mostrei serviço, chegava na hora e mostrava disposição. Se precisavam de mim além do horário, ficava sem fazer cara feia, além de ser efetivado serei promovido'', comemora.
Apesar da experiência que tinha na área, Matias percebeu que quando se muda de empresa é preciso se adequar e deixar alguns hábitos para trás.''Percebi que precisava estar aberto a novos aprendizados e deu certo'', diz. (K.A.)

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