Na opinião de Denise Ismênia Bossa Grassano Ortenzi, coordenadora do colegiado do curso de Letras Estrangeiras Modernas (LEM), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), falar um outro idioma continua não só sendo bom para o mercado de trabalho, como é algo que contribui para a formação efetiva do cidadão. ''Ao falar um outro idioma a pessoa passa a participar de forma ampliada nas redes de trabalho e sociais e principalmente no mundo acadêmico, que tem padrões de produção que exigem a participação internacional, como por exemplo a apresentação de resultados de pesquisa científica'', alega.
Conforme Denise, o inglês continua sendo a língua mais valorizada e necessária no mundo profissional. ''O inglês adquiriu status de língua franca, isto é, uma língua de comunicação entre falantes de diferentes línguas maternas, não somente com falantes nativos do inglês. Ele permite a interação com pessoas do mundo todo em diferentes esferas da vida social, cultural e política. Além disso, por sermos um país onde há uma forte presença de produtos culturais norte-americanos, o conhecimento do inglês permite não apenas consumir esses produtos, mas também refletir criticamente sobre os valores e visões de mundo que eles carregam'', argumenta.
A escolha do segundo idioma, de acordo com a especialista, deve estar relacionada com os interesses profissionais, culturais e sociais de cada um. ''Por exemplo, um profissional inserido no eixo das relações comerciais ou diplomáticas com países da América Latina irá se beneficiar com a aprendizagem do espanhol. Para ingressar num programa de doutorado, é imprescindível o domínio de duas línguas estrangeiras, e o inglês certamente estará entre elas. Já para casos culturais, a própria questão familiar pode determinar a escolha da segunda língua. Um descendente de família italiana pode querer priorizar o aprendizado dessa língua para manter os laços familiares'', pondera. (K.A)

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