A balconista Eliane Pereira Ricarte é uma exceção ao quadro de funcionários que pulam de um lugar para outro. Começou como atendente de televendas num momento de necessidade e há três anos e meio desempenha a função de balconista. ''Estou feliz com meu trabalho. Comecei do zero e não pretendo deixar o emprego tão cedo'', afirma. ''Quando a gente faz o que gosta o horário não é problema, nem trabalhar no final de semana e feriado'', diz.
Na opinião de Eliane, a questão da rotatividade ocorre porque muitos estabelecimentos pedem que os funcionários tenham experiência e não investem em treinamento e no desenvolvimento desse pessoal. ''Quando não temos oportunidade de crescimento em uma empresa, com certeza na primeira chance mudaremos. Mas esse não é meu caso'', comemora.
Já Cristiano Souza de Almeida tem uma história de troca de empregos. Ele trabalhou 10 anos como caixa de supermercado, mudou de emprego duas vezes e quer engrenar a carreira com a venda de móveis. Apesar de ter tido oportunidade de crescimento no estabelecimento que estava, não quis continuar. ''O trabalho é exaustivo e o salário não é compatível com essa exaustão. Não pretendo voltar para esse ramo'', diz. ''O ramo moveleiro é uma área promissora e penso que terei oportunidade de me desenvolver melhor e crescer mais como profissional.'' (K.A.)

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