Juliano Franciso, 33 anos, contador, é um exemplo clássico do que o mercado tem exigido. Seu primeiro emprego foi como contínuo no departamento contábil da extinta Telepar, tomou gosto pela área e não parou mais. ''Durante nove anos mantive dois escritórios de contabilidade, um em Londrina e outro em Primeiro de Maio. Quando percebi que havia um nicho de mercado em consultoria e em assessoria realizei uma pesquisa e o que pensava se constatou. Mudei a logomarca do escritório e deixei de fazer apenas as partidas dobradas da contabilidade: débito, crédito e tributos e foquei na necessidade dos empresários'', conta.
De 2007 para cá, época em que Juliano resolveu aderir às mudanças, sua clientela atingiu o crescimento notável de 400% ao ano. ''Eu tinha 6 clientes e hoje tenho 96 e a procura não para, o mercado está aquecido e precisando de profissionais com qualificação'', argumenta.
Esse crescimento em seus negócios, de acordo com Juliano, se deve à interpessoalidade que mantém com os clientes e ao conhecimento adquirido com o passar dos anos na área de gestão e contabilidade. ''Conseguir vivenciar os dois lados facilita muito o dia a dia, tanto do escritório quanto do empresário'', finaliza.
Gabriel Taquetti, 24 anos, contador de uma revendedora de combustíveis também não tem o que reclamar da profissão. Sua afinidade com a área contábil vem desde a adolescência, quando trabalhava na panificadora da família. Ele foi influenciado a entrar na área contábil por um contador amigo da família. ''Todas as vezes que esse contador ia à panificadora me dizia que a profissão era frutífera. Mesmo na época não sendo, comecei a buscar o conhecimento e acreditei nessa evolução que a contabilidade sofreria e estou fazendo o que gosto. Hoje a contabilidade não é como no passado que se fazia apenas o registro dos acontecimentos. O contador tem que ir além e conhecer todas as áreas da empresa para poder apontar qual o melhor caminho a ser seguido'', diz. (K.A.)

mockup