Uma profissão em franco crescimento, mas que esbarra na qualificação dos trabalhadores. Esta é a realidade enfrentada pelo mercado das empresas de call center, cuja pesquisa realizada pela consultoria Boucinhas&Campos apontou que 57% delas estão com alguma dificuldade na contratação de mão de obra. Outra estimativa voltada ao setor mostra que em média são abertas 600 vagas para telemarketing por dia no Brasil com salário salário variando entre R$ 1 mil e R$ 1,2 mil na região de Londrina.

Em Londrina, a falta de profissionais qualificados para a função é constatada com frequência nas empresas de acordo com a psicóloga da Admita Recursos Humanos, Natália Pascon Cognetti. Além da baixa qualificação, ela aponta questões como ausência no trabalho, turnover (rotatividade) e dificuldade de contratação para acompanhar o aumento da demanda.

Natália afirma que o atendimento de call center exige a mesma qualidade de um serviço prestado de forma presencial. O atendente deve apresentar um tom de voz cordial, um bom domínio da língua portugesa e principalmente conhecimento do produto e da empresa que representa. ''No atendimento presencial existem recursos como o sorriso, o olhar e gestos, já o call center não. Esse detalhe precisa ser compensado com o modo de falar e o domínio do assunto'', aponta.


Leia a reportagem completa de Vinícius Fonseca, somente para assinantes da Folha.


Leia também:

Mercado exige preparo, dizem funcionários

mockup