Futuros líderes querem deixar sua marca
A pesquisa NextGen 2016, da PwC, também revela que o maior desejo para 88% dos 268 integrantes da nova geração de líderes de empresas familiares é deixar sua marca e fazer algo especial com o negócio. Assim como Paloma Benghi Venturelli Cardoso, que veio de Curitiba para Londrina há quatro anos para assumir os negócios da família. Ela é diretora e vice-presidente do Moinho Globo Alimentos, que está encaminhando para integrar a quarta geração de sucessores.
Paloma é formada em Administração de Empresas e especialista em Marketing, mas antes de assumir a empresa, também buscou experiência em outras companhias. "Cheguei a trabalhar na Moinho durante dois anos, mas percebi uma necessidade de ter mais formação. Eu queria aprender mais para poder assumir com uma bagagem maior, pensando em realmente acrescentar e fazer algo importante", comenta.
A administradora também se dedicou a um curso de moagem de farinha de trigo, nos Estados Unidos. Investimento que o executivo Carlos Peres, do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) atribui relevância. "Percebemos que, hoje, as famílias estão inclinadas à ideia de que seus herdeiros estudem fora do País, pensando justamente em uma formação acadêmica mais rebuscada", afirma.
Outros dados da pesquisa apontam ainda que 78% dos futuros líderes brasileiros têm como prioridades de negócios uma força de trabalho qualificada, educada e adaptável, pois 83% deles concordam que "o sucesso dos negócios no século 21 significará mais do que lucro financeiro". (M.O.)





