O mundo está em constante mudança e essas transformações afetam de forma direta o setor de Recursos Humanos (RH). Com base nessa linha de raciocíono o professor de psicologia do trabalho da Universidade Estadual de Londrina (UEL), André Luiz Vizzaccaro Amaral, ministrou palestra sob o tema ''As transformações nas relações de trabalho e a gestão de pessoas no século XXI'', dentro do IX Congresso Norte Paranaense de Recursos Humanos (Conoparh).
Para projetar o futuro do RH, o professor defende que é preciso primeiro compreender as mudanças que o setor sofreu desde seu início, no princípio do século 20, com a criação do modelo de produção em massa proposto por Henry Ford. Esse modelo culminou no surgimento do departamento de relações industriais até as alterações que se seguiram nos anos 90, quando os trabalhadores passaram a ser entendidos como parceiros da organização.
Segundo Amaral, essas foram reações que o RH teve para enfrentar as mundaças que ocorriam na sociedade, no entanto, se faz necessário que os profissionais do setor passem a ter uma postura mais ativa frente as mudanças. ''A ideia é estimular a discussão para que se possa agir da melhor maneira diante do que se apresentar'', aponta.
De imediato, Amaral elenca três, como sendo os grandes desafios do setor de RH e das organizações. Primeiro a instabilidade econômica que gera um aumento do desemprego, afetando de forma direta as relações de consumo e posteriormente o ritmo de produções de bens.
O segundo desafio, na visão do professor, é combater a realidade precária do trabalho no mundo. De acordo com ele, mais de 3 bilhões da população consiste em trabalhadores, dos quais cerca de 30% está desempregada ou vive com uma renda menor que US$ 60, abaixo da linha da pobreza. ''E ainda são 330 milhões de acidentes de tabalho e todo ano morrem cerca de 2,2 milhões de pessoas em decorrência de suas funções'', afirma. Um outro enfrentamento que caberá ao RH é atender os novos padrões de desenvolvimento sustentável e consumo.
Amaral esclarece que essas discussões são fundamentais para o desenvolvimento dos setores e das empresas e conclui que é preciso fortalecer as relações empresariais. ''A concorrência não pode ser tratada com essa visão do cada por si, mas como uma parceira na tentativa de encontrar soluções frente os desafios do seu segmento. Também é preciso fortalecer as parcerias com as universidades'', opina. (V.F.)

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