Trabalhar arquitetura com a arte é uma forte característica do escritório dos jovens arquitetos. Onohara tem acrescentado murais aos projetos. "Nós arquitetos normalmente escolhemos os quadros. [Fazer murais] facilita esse processo, ter a visão da arte junto da decoração, do ambiente. É interessante ter esse projeto compatível com a arte", declarou. Para Lopes, o uso de murais é uma característica legal da arquitetura.

Retz lembrou que Onohara também faz elementos que sobrepõem a parede, como conjuntos de quadrinhos que formam uma composição. "O papel de parede, que é um elemento caro, tem sido substituído por esses murais. Às vezes com o mural você acaba criando uma relação com o que pessoa quer, com o espaço, com a arquitetura e a ideia. E é personalizado", contou Onohara. O arquiteto e artista alega que a arquitetura e a arte sempre foram correlacionadas.

TRADUTOR

"O arquiteto é o tradutor da vontade do cliente para um projeto no papel e no computador", garantiu Retz. Isso porque o cliente pode falar que deseja alguma coisa mas de fato não é aquilo que ele quer. "Às vezes ele viu um ambiente que achou muito legal em uma revista só que aquele ambiente é em outro lugar, outro país, em outro contexto não seria assim".

Segundo os arquitetos, 85% da construção civil do País é feita sem um arquiteto ou engenheiro. É grave, de acordo com os meninos, já que para um bom serviço é necessário profissionais específicos para cada etapa.

Para Secundus, a construção tem um valor muito maior se for pensado por alguém que planejou e estudou. "Tem cliente que procura a gente querendo fazer reforma de uma coisa que não foi nem terminada porque estava construindo por si só e no meio do caminho viu que não ia dar certo. É um trabalho em dobro". Retz acrescentou: "Tem que encarar como investimento e não como gasto extra. Se sair errado, você tem a quem recorrer, até mesmo na parte de segurança". (I.F.)

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