Franqueado deve ter afinidade com o negócio
O consultor do Sebrae, George Baum, lembra, no entanto, que a garantia de sucesso das microfranquias depende muito do comportamento de quem está adquirindo a marca.
"O interessado deve ter comprometimento, principalmente se for no home based. Nessas horas, mesmo trabalhando em casa é importante criar rotina e se vestir para trabalhar", aponta.
Além disso, Baum recomenda que o interessado analise bem a Circular de Oferta de Franquia (COF) para verificar o que está sendo de fato prometido. "Depois disso, uma análise econômica financeira é fundamental. Um consultor pode ajudar na avaliação, por exemplo, de custos fixos, da taxa de lucratividade, entre outros", conclui.
Fabiana Estrela, da regional Sul da Associação Brasileira de Franchising (ABF) reforça que cada modelo de negócio tem um perfil e, portanto, a marca deve estar alinhada com a habilidade/competência que o franqueado tem.
"É preciso entender quais são as competências importantes para determinado negócio e desenvolver habilidades", conta. Quem usou da própria experiência para investir em uma microfranquia, foi a londrinense Edineide Barbosa Pontes, esteticista.
Ela é proprietária de uma clínica de estética há 26 anos e, em março, decidiu ampliar a renda, fazendo contato com a Miss Pink, uma microfranquia itinerante de cosméticos.
O investimento de R$ 19 mil inclui a taxa de franquia de R$ 12 mil e o estoque inicial de produtos (R$ 7 mil), que corresponde a cerca de 600 itens, e o direito a utilizar o móvel em consignação.
Após 12 meses de funcionamento, o franqueado que quiser continuar com a loja móvel precisará pagar a taxa de royalties no valor de R$ 900, ao ano, e vender no mínimo R$ 500 em produtos por mês.
"Estou bastante satisfeita. Eu tinha uma expectativa de que seriam necessários dois anos para estabilizar o negócio, mas em quatro meses já tinha pago a microfranquia. E como tenho experiência na área de estética, minha vontade é de futuramente me dedicar exclusivamente à marca", comemora. (M.O.)





