Força de vontade e empenho garantem vaga
Uma das empresas de Londrina que cumpre a Lei de Cotas que regula a contratação de pessoas portadoras de deficiência é a Companhia Cacique. Com quase 1,4 mil colaboradores em diferentes locais do País, emprega 76 funcionários, mais de 5%, como prevê a legislação.
Em seu setor de arquivo, atua a deficiente auditiva Maria Cristina Lopes, que para contar sua história necessitou do acompanhamento de outro funcionário da companhia, que domina a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Trabalhando na empresa há cinco anos, Maria revela que ao entrar na empresa procurou ensinar a linguagem de sinais para alguns colegas de trabalho, visando um melhor convívio. Com 48 anos, a arquivista afirma que o mercado tem melhorado com o passar dos anos. "A situação profissional para quem tem algum tipo de deficiência melhorou muito. Antes existia mais dificuldade para conseguir emprego", analisa.
Para quem apresenta algum tipo de limitação, Maria recomenda uma receita: "Estude bastante, conheça pessoas e busque melhorar sempre. Nunca desista, sempre há chance", aconselha.
O gerente de Recursos Humanos da empresa, Ronaldo da Graça, afirma que a contratação de pessoas com deficiência sempre foi uma preocupação do grupo, desde seu início, ainda nos anos 50. "Muito antes da lei já contávamos com funcionários com deficiência. Não há dificuldade de adaptação. É claro que nossa equipe médica avalia se o profissional tem condições de ocupar o cargo pretendido ou não. Se não houver problema, nós procuramos contratar", conclui, (V.F.)





