Flexibilidade vira prioridade para profissionais e empresas
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Reportagem Local 
Uma pesquisa feita pela Regus, fornecedora global de espaços de trabalho, reforça a importância que a flexibilidade vem ganhando para profissionais (e consequentemente empresas) do mundo todo, incluindo o Brasil: 82% dos quase 600 brasileiros entrevistados privilegiariam uma oferta de emprego que incluísse o trabalho flexível, em detrimento de outras semelhantes. O índice é maior do que a média global, de 79%. Ao todo, foram ouvidas mais de 20 mil pessoas em 95 países.
O estudo mostra também que 53% dos brasileiros desistiriam de um emprego que proibisse o trabalho flexível. Além disso, 67% teriam ficado mais tempo em um trabalho anterior se a empresa oferecesse flexibilidade contra 59% na média global. Os resultados indicam que o trabalho flexível está se estabelecendo como uma prioridade para os profissionais.
Além de beneficiar os profissionais, por permitir um maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, a flexibilidade pode também ajudar as empresas a atrair e reter talentos evitando os altos custos associados à rotatividade ou de funcionários.
Um outro levantamento feito pela Regus em outubro de 2013 já havia mostrado que a adoção de práticas flexíveis de trabalho figurava entre as prioridades para este ano de 32% dos quase 600 empresários e gestores entrevistados, como forma de reduzir custos com recrutamento e seleção.
"Contratar e reter os melhores talentos é uma tradicional prioridade das empresas, mas nem todas podem se dar ao luxo de oferecer bônus altíssimos ou salários irrecusáveis. Deter a rotatividade também significa reduzir gastos com recrutamento", afirma Hernán Saucedo, diretor-geral da Regus no Brasil.
Ainda segundo a pesquisa, 68% dos brasileiros acreditam que o trabalho flexível torna os funcionários mais leais à empresa, devido a preocupação da companhia com o bem-estar dos profissionais.


