Feiras contratam quem fala bem o idioma
As perspectivas de crescimento das exportações, principalmente entre os países do Mercosul, têm aberto as portas do mercado de trabalho para aqueles que falam o espanhol. Em Arapongas, por exemplo, a Feira Internacional da Qualidade de Máquinas, Matéria Prima e Acessórios para a Indústria Moveleira (FIQ), que tem início amanhã no Salão de Eventos da Expoara, contrata profissionais que dominam a língua. O evento prossegue até dia 9 de março e será palco de muitas transações comerciais, possíveis apenas por intermédio de intérpretes bilíngues.
Muitos produtos e serviços são negociados com países latinos como Argentina, Bolívia, Chile, Guatemala, Equador, Uruguai e Paraguai, todos falantes do castelhano. ''Para nós, falar o espanhol e o inglês é importante, temos parceiros em vários países. No caso da FIQ, o espanhol acaba sendo mais interessante que o inglês pelo público que atende, voltado aos países do Mercosul'', afirma a relações públicas e coordenadora do Salão de Eventos do Expoara, Patrícia Marris.
Para ela, a continuidade do aprendizado de novos idiomas é uma realidade inserida na capacitação profissional.''Antes só o inglês bastava. Hoje o espanhol é essencial e, se, quisermos fazer parte desse mercado teremos, também, que falar mandarim '',admite.
Patrícia comenta que as pessoas, principalmente as gerações mais novas, têm consciência de que essa é uma necessidade. ''Nossos prestadores de serviços são jovens universitários na faixa etária que vai de 16 a 30 anos, que fizeram intercâmbio e além da fluência possuem experiência. Se não fossem esses jovens, teríamos problemas nas negociações'', afirma.
De acordo com a relações públicas, Jo Lacerda Ahyub, da JPC Comunicação Integrada, empresa que faz o recrutamento e seleção desses colaboradores,
Arapongas é uma cidade atípica. ''Ela é pequena com perfil de cidade grande. Investe pesado na exportação e quem almeja crescimento profissional tem que se se qualificar, principalmente com o aprendizado do inglês e espanhol'', alerta. ''Precisamos sempre de secretárias, intérpretes, recepcionistas e digitadores bilíngues e a língua espanhola tem sido cada vez mais requisitada, mais até que o inglês'', afirma.
Para ela, além das exportações, os eventos da Copa do Mundo e as Olímpiadas fomentarão o aprendizado do idioma. ''Até mesmo as profissões mais básicas como garçons e taxistas terão de se preparar se quiserem deixar aos hispanoablantes que visitarão o Brasil uma boa impressão da nossa hospitalidade, do potencial turístico e econômico do nosso país. Vamos receber muitos turistas e mesmo as cidades que não serão sede desses eventos devem se preparar. Saber os dois idiomas (espanhol e inglês) será imprescindível'', diz.





