'Falta qualificação social'
A distância entre o emprego e o trabalhador, na maioria das vezes, não é retilínea e segue conceitos subjetivos. Comportamento, modo de vestir e de expressar-se são cada vez mais analisados e mais considerados na hora da contratação. ''O mercado hoje procura um novo perfil de trabalhadores. A maioria dos jovens não consegue passar na entrevista, seja por causa de vestimentas inadequadas, por falta de visão do emprego ou por usar gírias em excesso'', observa Neiva de Cássia Vieira Sefrin, coordenadora municipal da Agência do Trabalhador de Londrina (Sine).
Sobram vagas na construção civil, na indústria do vestuário e no telemarketing (veja quadro). Tarefas como operadores de caixa (de supermercados) e garçons são preenchidas, mas apresentam alta rotatividade de funcionários. ''Já as vagas que exigem formação universitária são preenchidas rapidamente'', diz Neiva. A falta de qualificação também é problema recorrente, uma vez que, na sua avaliação, profissionais empregados e desempregados muitas vezes não têm condições financeiras de investir em cursos de capacitação.
Por isso, neste ano o Sine pretende promover cursos de qualificação para aumentar a empregabilidade dos trabalhadores e estimular o empreendedorismo. ''A meta é gerar a inclusão produtiva e a geração de renda'', afirma a coordenadora do Sine. A partir do segundo semestre será desenvolvida uma pesquisa que irá revelar o mapa do emprego e do desemprego na cidade. O levantamento deverá nortear as ações do Conselho Municipal do Trabalho.
Inclusão digital
A partir de maio trabalhadores poderão ter acesso às vagas disponibilizadas no Sine pela internet. O programa do Ministério do Trabalho e Emprego, inclusive, irá cruzar as informações de vagas e trabalhadores e emitirá, automaticamente, um comunicado ao interessado na vaga por SMS e e-mail. A informação também será enviada à agência que poderá comunicar o trabalhador por telefone ou via Correios. (F.M.)





