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Londrina

MERCADO DE TRABALHO 5m de leitura Atualizado em 29/11/2021, 13:05

Falta mão de obra qualificada para a TIC

Conclusão é dos especialistas que participaram da 9ª edição da ECO.TIC; até 2024 serão necessários 420 mil profissionais para o segmento, que forma no mercado anualmente 46 mil

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 29 de novembro de 2021

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O segmento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) é um elo entre as cadeias produtivas devido a sua transversatilidade. O grande “gargalo” do setor, que é a falta de mão de obra qualificada, reflete também nos outros segmentos e teve relevância nas discussões da 9ª edição do ECO.TIC, realizado em 17 de novembro pela AbraTIC; APL TIC Londrina; TI Paraná; Sebrae PR e Codel e considerado um dos maiores eventos da área no país e o maior do Sul do Brasil.

Estúdio de transmissão da ECO.TIC, considerado um dos maiores eventos da área do País
Estúdio de transmissão da ECO.TIC, considerado um dos maiores eventos da área do País |  Foto: Divulgação
 

A formação, capacitação, retenção de profissionais e condições convidativas de trabalho foram pontos discutidos. Dados da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais) mostram que até 2024 serão necessários 420 mil profissionais para o segmento, que forma no mercado anualmente 46 mil. O presidente da Associação Brasileira de Tecnologia, Inovação e Comunicação (Abratic), Asshaias Felippe, conta que também há uma alta demanda por profissionais da área de marketing, necessários para posicionar e preservar o faturamento das empresas.

Segundo a consultora do Sebrae/PR, Danúbia Milani, Londrina e região vêm se preparando para esta realidade com discussões através da governança do segmento, grupo de trabalho que envolve academia e mercado. Hoje, a região apresenta 11 universidades com curso de TIC, 55 cursos em TIC + engenharia e 20 cursos técnicos. Mesmo com as ações que estão sendo tomadas para suprirem a formação e a falta de mão de obra, a realidade regional não é diferente do país e até internacional, que teve com a pandemia um arrocho maior, já que “as fronteiras” trabalhistas deixaram de existir com a possibilidade de atividades remotas, o que levou muitos profissionais deixarem empresas e ingressarem em outras, sem saírem do seu domicílio. 

Ronaldo Cousa, presidente do Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação e Comunicação de Londrina e Região (APL de TIC) informa que o ecossistema de TIC regional é formado por quase 2.300 empresas distribuídas de Cornélio Procópio a Apucarana, no norte do Estado, sendo que por volta de 1.500 delas estão instaladas em Londrina. "Temos necessidade de mão de obra e precisamos desmistificar o segmento começando da base, fazendo com que as crianças, o adolescente, o jovem entendam que o mundo de tecnologia é legal e é uma carreira  promissora", coloca o vice-presidente da AbraTIC, Roberto Nishimura.

Adriano Almeida, do Grupo Alura, plataforma de cursos de tecnologia, um dos painelistas do ECO.TIC, diz que mesmo com todos estes gargalos de mão de obra, todas as vagas, não há mágica é necessário dedicação como qualquer carreira. “Tecnologia é apaixonante, não é um fim é um meio. É desafiador. E cada vez este profissional tem que ter mais competências diferentes. É o que chamamos de profissional em T (Tê). A tecnologia hoje permeia todas as carreiras, mesmo as mais tradicionais. E quem é gestor ou gestora de pessoas em tecnologia tem que desafiar as pessoas que estão trabalhando com ele, porque o mercado está aquecido.”, complementa.

(Com assessoria de imprensa)

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