Se antes o 'portunhol' era aceitável no mercado, agora isso já não é mais possível. ''Saber bem a língua espanhola pode garantir uma vaga em empresas que estão aproveitando o bom momento econômico do País para ampliar seus negócios'', afirma o professor Enrique Molina, da E.M.A Assessoria Linguística especializada em espanhol.
Quando deixou a Argentina em 2004 para morar em Londrina, Molina se deparou com algumas dificuldades, entre elas na área profissional. No começo, ele conta que foi difícil até conseguir dar aula de espanhol numa escola particular. Paralelo as aulas, ele traduziu contratos, trabalhou como tradutor intérprete e atualmente presta assessoria linguística em espanhol, além de continuar lecionando. ''Os empresários não me entendiam. Quase ninguém sabia falar espanhol em 2005'', conta.
Segundo Molina, aprimorar o idioma vai além das aulas práticas. ''É preciso ter interculturalidade nos assuntos e associar conceitos culturais, sociais, políticos e econômicos dentro do contexto que se pretende atuar'', diz.
''Se vou preparar um estudante para fazer medicina em Buenos Aires, por exemplo, preciso ensiná-lo sobre as especificidades do curso, da faculdade, para que possa interagir bem com os professores'', salienta, acrecentando que no mundo corporativo, ''as expressões em termos negociais ganham outro foco''.
''O mundo profissional exige um ótimo espanhol, tanto para as transações comerciais como para os eventos sociais, mas ainda falta profissionalismo. Muita gente ainda pensa que um bom portunhol é suficiente, mas não é mais'', afirma.(K.A.)

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