O gerente de banco, Eli Alves dos Santos, vive um dilema comportamental, quando se trata da timidez. Ele explica que embora se considere bem relacionado, sobretudo com clientes, em algumas situações acaba sendo tomado pela sensação de insegurança. ''Quando preciso falar apenas com uma pessoa, eu me viro bem, mas se tenho que me apresentar para grupos maiores fico ansioso, começo a transpirar. Se for necessário até faço o que tenho que fazer, mas com muita dificuldade'', conta ele.
Santos lembra que começou a sentir essa timidez específica já nos tempos de faculdade, quando cursava administração. Falar aos colegas em seminários, sendo avaliado por um professor faziam ele sofrer muito. ''Essa limitação acontecia porque temia ser rejeitado e avaliado. Transpirava, ficava ansioso''.
Hoje, ele diz que depois de ter feitos tantas apresentações na universidade foi bom para ir perdendo o medo de falar em público. ''Acredito que melhorei muito de lá para cá, mas ainda é muito complicado lidar com públicos grandes'', afirma Santos.
De acordo com Santos, a timidez, que em seu caso tem hora para acontecer, precisa ser enfrentada. ''Apesar dela existir, procuro enfrentar e me viro como posso'', diz ele, que preferiu não ser fotografado para a entrevista, alegando que ''ficaria envergonhado''. ''Se precisar até faço, mas preferio não fazer a foto'', justificou.(V.F.)

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