Experiência e hábitos de estudo: fórmula que dá certo
"O importante é criar hábitos". Essa é a dica que a "concurseira de plantão" Celina Akie Ogassawara, de 30 anos, compartilha após anos de dedicação aos estudos. Ela tem experiência em concursos desde 2003 e, como muitos candidatos, ainda não desistiu do emprego dos sonhos.
De segunda a sexta-feira, com uma média mínima de três horas diárias, Celina estuda para ser auditora fiscal do trabalho. "O edital está previsto para ser aberto entre esse ano e 2016. São 800 vagas com salários de R$ 15 mil. Se eu passar, chega de concurso", conta ela, que atualmente atua como técnica bancária, emprego conquistado em um concurso anterior.
Celina diz que, assim como ela, muitas pessoas veem os concursos de bancos como uma escada, pois têm cargas de horário mais leves. "Dessa forma, conseguimos ganhar um fôlego e investir financeiramente em materiais para seguir estudando para o concurso que realmente almejamos", completa.
Porém, Celina revela que só passou a encarar a jornada com planejamento e foco, há cerca de três anos. "Foi quando peguei firme nos estudos, comecei a ler livros sobre concursos, buscar matérias na internet, assistir vídeos e fazer cursos preparatórios. Antes, estudava por conta e sem rotina", diz.
Ela entrou no banco em 2012, mas no ano anterior havia conquistado o 5º lugar no concurso do INSS. "Mas só chamaram um", responde. O fato de Celina ter experiência em concursos já é um ponto positivo, segundo alguns especialistas e proprietários de escolas de cursos preparatórios.
Eduardo Leal é franqueado da rede LFG no Norte do Paraná e está no comando de quatros unidades em Londrina e região. Ele afirma que a experiência é fundamental porque o candidato reconhece as fraquezas, treina o tempo para resolver questões e ainda determina as estratégias da banca examinadora.
"Quando se está determinado, só não passa quem não quer", diz. Essa frase é tão impactante que os especialistas citam até uma receita de sucesso. Para eles, quem cria hábitos de estudo em casa e frequenta um cursinho por pelo menos um ano e meio, já tem meio caminho andado. "Não é um bicho de sete cabeças, é uma questão de planejamento", compartilha.
Atualmente, a rede conta com 480 alunos somente em Londrina, mas Leal reconhece que quando os editais são lançados, a procura pelos cursos tende a aumentar em 30%. (M.O.)





