Exercícios e pausas no trabalho aliviam a dor
Eliane Maria de Souza, 42 anos, secretária, vive um drama parecido, mas nunca se afastou do trabalho. Ela é acometida há 10 anos por epicondielite nos cotovelos, tendinites nos punhos e dedos e bursite nos ombros, causados pelo excesso de digitação. ''Houve uma época em que eu digitava demais. Passava o dia todo em frente ao computador preparando documentos para orçamento de seguros. Se isso não bastasse, depois que terminava o expediente eu ainda fazia uns bicos por fora e levava trabalho para digitar em casa'', conta.
Seus dedos começaram a inchar. ''Fui a um reumatologista, que me deu antiinflamatórios e melhorei. Depois comecei a ter quadros mais frequentes de inchaços nos dedos, cotovelos e ombros. Fiz diversas aplicações locais e enquanto estava sob o efeito do remédio não sentia nada e trabalhava ainda mais. Depois meu quadro se agravou e fui proibida de fazer atividades simples como torcer um pano e estender roupas'', comenta.
Sua vida profissional segue normalmente, mas, numa certa época, quando ela estava com uma crise aguda de dor precisou da ajuda de um programa de computador específico para quem sofre com a DORT. ''De cinquenta em cinquenta minutos ele bloqueava e eu era obrigada a parar e a fazer os exercícios.'' Regra que ela continua seguindo à risca até hoje. ''Continuo na mesma profissão e digito diariamente fazendo todas as pausas e exercícios recomendados. Não tenho dores como antes'', afirma. (K.A)





