Foi por meio do esporte que o executivo londrinense Adriano Ramos de Mello, de 31 anos, conseguiu, em 2002, uma bolsa de estudos para representar a Old Dominion University no circuito de tênis universitário NCAA (National Collegiate Athletic Association). A universidade fica na cidade norte-americana de Norfolk, no Estado da Virginia. Mello concluiu a graduação em Finanças e Comércio Exterior em 2006 e completou o MBA na mesma instituição, dois anos depois, com bolsa de estudos para professor assistente. Com a ideia fixa de se estabelecer no Brasil, o londrinense largou o tênis para ingressar o quanto antes no mercado nacional. E garante que o investimento valeu a pena. Em cinco meses, já estava empregado.
Atualmente, trabalha na multinacional da Basf em São Paulo, onde é o responsável pela área de Planejamento e Controladoria da Divisão de Químicos de Performance na América do Sul. "Sempre tive a intenção de retornar ao Brasil. Além de me identificar mais com a cultura, sempre tive em mente que no Brasil eu poderia ter uma vantagem competitiva no mercado de trabalho em termos de fluência no inglês, experiência e maturidade internacional, cultural, e diversidade acadêmica. Isto sem dúvida me ajudou a entrar mais rapidamente no mercado de trabalho e a me desenvolver dentro de uma empresa multinacional", afirmou Mello em entrevista por e-mail.
A Europa já está em seus planos. "Trabalho em Controladoria desde que retornei ao Brasil e tenho me identificado muito com a dinâmica da área, no médio prazo pretendo continuar com foco em controladoria de negócios na América do Sul e para o longo prazo não descarto uma possibilidade de adicionar em meu currículo uma experiência profissional na Europa caso exista uma boa oportunidade", revela o executivo.

Qualificação

Fluência no inglês e vivência cultural também são atributos que outro ex-tenista de Londrina, Henrique Norbiato, de 22 anos, acrescentou ao currículo. O caminho foi semelhante ao de Adriano Mello: ele conseguiu bolsa de estudos para defender a Belmont University, de Nashville, no Tennessee, nos circuitos universitários de tênis. Assim que se formou em Administração, ano passado, Norbiato chegou a trabalhar como técnico de tênis em um condomínio fechado na pequena Fire Island, no Estado de Nova York. Mas assim como o conterrâneo, ele preferiu apostar na carreira executiva. E voltou ao Brasil em dezembro. "Achei que aqui a economia estava melhor, haveria mais oportunidade, e que minha experiência lá fora seria o diferencial", conta. Norbiato distribuiu currículos e participou de programas de treinamento ofertados por uma empresa de consultoria de São Paulo voltada para estudantes graduados no exterior. Agora está na expectativa de ingressar na TAM, após ter sido chamado para uma entrevista com gestores de recursos humanos da empresa na semana passada. Ele aposta na experiência adquirida nos quatro anos em que estudou e morou nos Estados Unidos.
"Com certeza, valeu a pena ter estudado fora. Acrescentou muito e me preparou para entrar no mercado. Acredito que fluência no inglês e o fato de ter conhecido uma cultura diferente sejam meus diferenciais. A vivência no exterior permite que você se torne um profissional qualificado", avalia. (D.P.)

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