Gilvan Brito Alves Filho, 31 anos, advogado em Londrina, estuda há cinco anos para o cargo de juiz de direito. Para se preparar para as provas, ele precisou diminuir o número de casos que atendia, mas deixar tudo não foi possível. ''Para ser juiz é necessário ter no mínino três anos de experiência comprovada, por isso não deixei de trabalhar, mas tive que reduzir muito o serviço para poder me dedicar aos estudos'', conta ele.
Gilvan coleciona experiências pelos concursos prestados pelo Brasil afora. Ainda não passou, mas também não desanimou. ''As reprovações são como um desafio para mim, elas proporcionam um diagnóstico do que é preciso melhorar e eu corro atrás.''
Gilvan encara a vida de estudos como um trabalho e faz dela sua rotina diária. ''Vir estudar para mim é como ir trabalhar. Tem que ter disciplina, comprometimento e determinação'', comenta. Sua média diária é de sete horas de estudo, mas já houve tempos em que estudava mais de 10 horas por dia. ''Isso começou a me fazer mal, comecei a ficar muito ansioso e a engordar. Hoje procuro conciliar o estudo com qualidade de vida e quando vejo que estou cansado, vou ao cinema, corro, ando de bicicleta e namoro.'' (K.A.)

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