A analista de controladoria Ana Paula Zambom está trabalhando na Adama há cinco anos. Apesar de ter sido avisada na contratação – ainda como estagiária de outro setor – que se ela fosse fluente em inglês isso seria um diferencial que facilitaria seu recrutamento, ela não imaginou que um dia usaria a segunda língua diariamente no ambiente de trabalho. "Quando entrei, na área que eu atuava não tinha muita exposição ao inglês. Mas agora, na controladoria, falo diariamente com escritórios da empresa em Miami e Israel, por telefone ou por e-mail, porque precisamos prestar contas. Não teria como fazer meu trabalho sem esse contato, por isso o inglês é fundamental", conta.
Formada em Marketing e Propaganda e também em Administração, a jovem de 27 anos ainda estudou três meses na Inglaterra, quando fez intercâmbio na adolescência. "Esta fase me ajudou a criar fluência, a aprender algumas expressões mais usuais, menos formais da gramática, mas a verdade é que eu continuo estudando e buscando qualificação, para não perder vocabulário."
Para a jovem da geração Y, era um projeto profissional trabalhar em uma empresa que proporcionasse esse contato com outros países e culturas. "Mesmo trabalhando aqui em Londrina, eu nunca quis trabalhar em uma empresa que só atuasse localmente. Sempre soube que o inglês era importante e que me ajudaria em algum momento da carreira. Mas ter essa experiência é fundamental para crescer profissionalmente, e até mesmo um dia, se eu precisar sair daqui, ter outras oportunidades, abrir mais portas", avalia.
Para a gerente de gestão de pessoas da Adama, Danieli Rodrigues, que trabalha na empresa há 16 anos, antes ainda era uma realidade contratar funcionários mesmo que não tivessem domínio do inglês para que ele se qualificasse depois. "Isso não acontece mais. Nossas contratações são somente de profissionais que falam inglês. Nos comunicamos - e isso em todos os setores - com pessoas de Israel, China e Estados Unidos, e o inglês é a língua mais usada. Mas ainda é muito complicado encontrar funcionários com experiência, principalmente para cargos de gerência, que tenham fluência na língua", explica.
Da demanda atual da empresa, Danieli analisa que a empresa tem preenchida entre 65% e 70% das vagas. Ela faz ainda outra ressalva. "Daqui dois ou três anos, o inglês não será mais considerado diferencial, mas o básico. Ter uma terceira língua será importante, e para isso mesmo a geração Y terá que buscar novas qualificações", finaliza. (P.B.O.)

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