Quem já está se preparando para concurso público sabe que a prova de múltipla escolha exige muita dedicação. Saber de outras medidas que podem ser adotadas levanta questões entres os concursandos, que no fim das contas são os mais afetados em caso de mudança.
Tentando uma vaga para auditora da Receita Federal, Simone Sartori Fernandes acredita que toda discussão é válida, principalmente se for visando melhorias. ''Aumentar o nível e a exigência das provas, aumenta o nível de qualidade dos candidatos então a discussão pode ser importante sim'', avalia.
Tendo realizado dois concursos bancários, ela só questiona o fato de se limitar o número de tentativas em três chances por cargo. ''Pode até ser motivador para alguns, mas não acho que possa valer a pena impedir alguém de tentar novamente'', justifica.
Opinião parecida tem sua colega de classe, Adriana Ferreira, que já tentou vaga em diferentes concursos do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). ''Impedir alguém é impossível, acho que algo assim não seria aprovado nunca'', diz.
Já Vitor Dinis que almeja vaga na magistratura afirma que, embora aumentar o nível das provas seja interessante, é preciso se pensar em como se fará para ocupar os cargos, que, conforme ele, estão sobrando. ''Pelo que tenho visto, há falta de profissionais na magistratura. Se hoje há um déficit tem que se pensar em como suprir isso'', argumenta.
A limitação de tentativas em três provas parece mesmo ter sido o ponto que mais gerou dúvidas e incertezas por parte dos concursandos. ''Isso é irreal e inconstitucional, ninguém pode privar a pessoa do direito de tentar de novo'', encerra Dinis. (V.F.)

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