Quando falamos em recolocação profissional, um ponto fundamental defendido por especialistas é a abertura às mudanças. Isso quer dizer que não se pode ficar preso ao passado, aos empregos anteriores.
"Isso não funciona, pois cada empresa tem sua cultura, seus valores. É importante criar uma distância entre o passado e o futuro, pois algumas oportunidades podem passar porque o indivíduo não está aberto às situações que vêm surgindo", completa a psicóloga corporativa Elen Gongora Moreira.
Essa é uma referência tanto para a vaga a ser ocupada quanto ao salário. No entanto, ao mesmo ponto que é importante se valorizar, é fundamental encontrar um equilíbrio para não ficar sem emprego. "Valorize seu potencial, mas lembre-se que sempre existe uma média salarial", diz ela, sugerindo que não se deve aceitar quedas muito bruscas no salário.
Nesse sentido, Elen cita que é possível negociar um valor mais baixo nos três ou seis primeiros meses e depois estabelecer um novo valor. "Porque ficar muito na idealização também não é legal. Tem que ponderar", diz.
O consultor e palestrante Marcos Morita compartilha da mesma opinião. Segundo ele, a pessoa deve pensar que está dando um passo para trás para dar dois para frente. "É o mesmo em relação ao cargo", comenta. (M.O.)

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