Escolha profissional: a primeira grande decisão
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domingo, 25 de setembro de 2011
Kalinka Amorim <br> <br> Reportagem Local 
Natália Dias Costa, 17 anos, estudante de Cambé, esteve entre os mais de 2 mil alunos que participaram da segunda edição do Giro de Profissões da Faculdade Pitágoras realizado na última semana. O evento teve como meta principal orientar a comunidade acadêmica sobre a vocação profissional, proporcionando um maior contato com os cursos oferecidos pela instituição.
Na opinião do diretor da Faculdade Pitágoras, Marcos Rambalducci, o Giro de Profissões é uma das ferramentas adotadas pela instituição para auxiliar os alunos na decisão profissional, evitando o risco de um processo de frustração, que pode se desencadear na vida de um aluno quando ingressa num curso superior sem ter aptidão profissional para a área. Na fase dos 17 ou 18 anos tomar uma decisão sobre qual carreira seguir não é tarefa fácil, dizem especialistas.
Natália e os outros alunos participaram de várias palestras, entre elas, um teste vocacional. Ela, de fato, percebeu que o curso que pretende ingressar, o de Artes Visuais, se encaixa com suas habilidades e aptidões profissionais. ''Achei a mostra bem produtiva. Vi muitas coisas diferentes e nos estúdios de publicidade, de rádio e TV percebi que me identifico com a profissão que escolhi e é essa a carreira que vou abraçar. Quero cursar artes visuais e pretendo ser uma designer'', almeja.
O papel da feira, além de ser um sinalizador da profissão é também o de adequar a formação do trabalhador para preencher a lacuna de mão de obra qualificada que as empresas pedem. ''Procuramos antecipar que esse futuro profissional se depare com um processo de dissonância quando estiver no meio da graduação. Durante as palestras ele tem a chance de conhecer sobre a profissão que pretende seguir, mas precisa saber que antes disso tem um longo caminho pela frente'', diz. ''Quando um jovem escolhe um curso que não se identifica, a profissão acaba sendo totalmente diferente do esperado e ele acaba se frustrando'', explica.
Na opinião de Rambalducci, esse é um fato que colabora para o despreparo profissional que muitas corporações enfrentam e a comunidade precisa ser esclarecida para não errar na escolha do futuro profissional. ''Notamos que existem muitos desempregados e também muitas vagas sobrando no mercado corporativo. O Giro de Profissões acontece para fazer com que esta força de trabalho esteja apta para preencher esse espaço. É no ensino que está a chave para acabar com esse apagão de mão de obra'', afirma.
Para tanto, conforme Rambalducci, é preciso entender os dois lados da moeda, o mercado e o jovem. ''Sabemos da demanda e precisamos mostrar ao jovem o que cada profissão traz e exige, no que tange as características individuais de cada um, mas sem impor ou influenciar a decisão desse jovem'', diz. ''Não é porque o mercado demanda mais de uma formação, como por exemplo a engenharia, que vamos forçar um jovem que não tem aptidão para a área a se tornar um engenheiro'', aponta.
Ele destaca que a tomada de decisão para a profissão é feita numa idade em que o jovem não tem informação específica sobre qual profissão deseja seguir. ''Muitas vezes o jovem opta por uma profissão que paga bem, que está no auge, mas que não é o perfil vocacional dele. Quando isso acontece temos um profissional que levou de quatro a cinco anos para se formar e quando ingressa no mercado de trabalho se dá conta que não era aquilo que almejava e vem a sensação de perda e de frustração''. Essas pessoas conforme ele, não abrem mão da profissão escolhida e acabarão tornando-se profissionais infelizes.


