''Vivemos como um iceberg. A nossa ação e nosso comportamento todos veem, mas o que está abaixo do nível do mar, que são nossos sentimentos, nossas expectativas, necessidades, crenças, percepções, desejos, emoções, valores, ninguém consegue enxergar. Essas são coisas que se não forem faladas ninguém saberá'', explica a pedagoga Maurênia Nielsen.

Mas antes de eclodir tudo que está abaixo do nível do mar, ela atenta para alguns cuidados. ''O primeiro exercício a ser feito para melhorar o ambiente organizacional e sua autoestima é se olhar no espelho e perguntar com sinceridade onde está e qual é o problema a ser enfrentado, para depois repassar para as pessoas que nos rodeiam'', diz

Em seguida o recomendado pela especialista é fugir dos pontos de tensão do ambiente de trabalho que causam estresse, o que também afeta a autoestima. ''O estresse, as fofocas, interferem diretamente na saúde e nos relacionamentos das pessoas. Saber o limite do outro e até onde se pode ir são fatores que contribuirão para evitar essa tensão e os pensamentos de 'será que sou eu que sou o errado?''', afirma.

''A autoestima é um sistema imunológico da consciência. A partir do momento que eu estiver bem vou me proteger de todos os males que vão acontecer. Da mesma forma que o corpo se protege dos ataques de agentes nocivos do organismo, a qualidade do afeto e do valor próprio que cada pessoa nutre sobre si mesmo resguardará sua saúde mental.''

O tripé básico para alimentar sua autoestima está firmado no autorrespeito, na autoconfiança e na autoaceitação. ''A partir do momento que desenvolvo isso, consigo viver mesmo com as adversidades, que são inevitáveis, e passo a me dar bem no trabalho e nos demais setores da vida.''(K.A)

mockup