Envelhecimento da população muda mercado
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segunda-feira, 04 de fevereiro de 2013
Vinícius Fonseca<br>Reportagem Local 
Cada vez mais crescente no Brasil, o número de idosos deve influenciar diretamente o mercado de trabalho. Projeções apontam que, em 2025, o País terá 37 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Esta parcela da população, que necessita de alguns cuidados especiais, obrigará profissionais de algumas áreas a rever o formato de sua prestação de serviço.
Neste universo estão inclusos, por exemplo, arquitetos e educadores físicos, duas carreiras completamente diferentes, mas que mostram a amplitude da influência dos idosos no modelo de se pensar as profissões para o futuro. Profissões especializadas em atender a terceira idade, como os cuidadores, também tendem a sentir essa expansão do mercado.
A previsão dessa demanda é tão certa no entendimento de alguns profissionais, que muitos já se preparam para aproveitar as oportunidades e fazer desse público uma fonte de renda e, em contrapartida, proporcionar a eles uma maior qualidade de vida. O arquiteto e membro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-PR), André Sell, é um destes profissionais que vem atuando há alguns anos para promover projetos que levem em consideração a mobilidade de pessoas limitadas. ''Quando se fala em acessibilidade logo se pensa em cadeirante, mas esse não é o único público que necessita disso. Os idosos são um nicho de mercado interessante a ser explorado'', afirma.
Segundo o arquiteto, este grupo precisa de cuidados cada vez mais especiais, sendo que alguns idosos necessitam de auxílio para se locomover e outros não. ''Tudo isso tem que ser levado em conta na hora de elaborar um projeto'', exemplifica.
Para Sell, os alunos que perceberem essas necessidades do mercado e executarem projetos que atendam a necessidade desse público terão grandes chances de se dar bem no mercado, tanto agora como em um futuro próximo. Para ele, os próprios cursos de graduação e pós-graduação de arquitetura devem ter disciplinas específicas para a acessibilidade dos idosos. ''Os arquitetos podem se especializar em desenvolver projetos de shoppings, cinemas, agências bancárias e outros que deem mais autonomia a esse público. É preciso se preparar para isso'', pondera.
Uma das áreas que mais se desenvolveu para tentar acompanhar o envelhecimento populacional foi o de Educação Física. O professor da Universidade Norte do Paraná (Unopar), Denilson de Castro Teixeira, lembra que há estudos na área relacionados a promoção da saúde desse público desde os anos 80.
Segundo ele, os educadores físicos poderão atuar em diversos ramos. ''Esse público é muito variado. Há aqueles que necessitam de mais cuidados e um programa de exercícios específicos, mas há também quem envelheceu bem e hoje procura maneiras de manter a forma''.
Teixeira ressalta que o tema tem ganho tanta força no meio acadêmico que os cursos de Educação Física, em boa parte das instituições de ensino, já possuem disciplinas voltadas exclusivamente para o atendimento aos idosos. ''O futuro profissional precisa olhar agora para esse mercado como uma grande oportunidade. Ele está em franca expansão e, além do aumento do público, há cada vez mais funções a serem desempenhadas'', projeta.


