'Envelhecer não pode ser um problema'
Algumas escolas, conforme a secretária municipal do idoso, Liz Clara Ribeiro de Campos já tem colocado em sua grade escolar discussões sobre o envelhecimento da população. Outras criam cursos específicos para capacitar profissionais. O Colégio de Aplicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL) implantou este ano o curso técnico em cuidados com pessoa idosa. ''A procura é grande, ainda são poucos os profissionais com formação específica'', conta a coordenadora do curso, Ana Carolina Braz.
Ana Carolina explica que a área de cuidados com a pessoa idosa demanda profissionais com formação adequada que integre todos os aspectos da vida. ''É necessário que o cuidador tenha identificação com a profissão, goste do trabalho com idosos e compreenda o envelhecimento como uma etapa natural da vida. É preciso, além de conhecimentos técnicos, paciência, amor e disposição'', ensina.
Opinião semelhante tem a secretária municipal Liz Clara. ''As profissões que resolverem migrar para esse nicho de mercado precisam se aprimorar e buscar conhecimento constante'', recomenda. ''Envelhecer não pode ser um problema. As pessoas terão que ser capacitadas e prestar serviços de qualidade. Tanto na esfera pública quanto no setor privado'', enfatiza.
Liz Clara prefere não prospectar números, com relação as vagas de trabalho para essa área, mas confia que serão muitas. Para os cuidadores de idosos, as ofertas se concentram nos atendimentos domiciliares, instituições de atendimento à terceira idade, como asilos, casas de repousos, clínicas, associações e Ong's e em projetos públicos ou privados.
Os salários para a profissão de cuidador de idosos variam de acordo com a carga horária de trabalho. Em Londrina, a jornada de trabalho de seis horas paga entre R$ 600 e R$ 800. A de oito ou 12 horas o salário fica em torno de R$ 1.200 a R$ 1.500.
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