Engenheira enfrentou resistência há 30 anos
Lá se vão mais de 30 anos desde que Maria Clarice de Oliveira Rabelo Moreno se tornou engenheira civil pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ela lembra que precisou enfrentar algumas resistências, a começar pela própria família que tinha vários dentistas como profissionais. ''Queriam que eu fizesse odontologia. Além de que, naquela época, a maioria dos anúncios de emprego procurava por engenheiros do sexo masculino, mas consegui me estabelecer profissionalmente e a resistência foi superada'', conta.
Clarice lembra ainda que havia certa ''desconfiança'' naquela época quanto a presença das mulheres nos canteiros de obra. Algo que ela percebe que mudou com o crescimento da construção civil nos últimos anos. ''Antes, o engenheiro passava 70% do tempo na obra e 30% no escritório. Com a evolução das tecnologias do setor isso praticamente se inverteu. Também havia uma desconfiança por parte dos funcionários, mas isso se vence com trabalho'', garante.
Como maior desafio profissional, ela diz que no camando de uma obra o é importante é fazer com que os operários confiem no potencial feminino.
Maria Clarice se diz apaixonada pela profissão e aconselha as meninas que querem seguir carreira a aproveitar o momento vivido pelo setor. ''Muitas mulheres deixaram de prestar um bem à construção civil por causa da resistência machista que havia no passado. Me sinto feliz por ver que isso não existe mais. Como toda profissão, é preciso estudar sempre e se atualizar, mas é recompensador.'' (V.F.)





