Engenharia em ascensão
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Vinícius Fonseca <br>Reportagem Local 
Um dos profissionais mais requisitados pelo mercado atualmente, o engenheiro, comemora amanhã o seu dia. A data 11 de dezembro foi escolhida porque no mesmo dia em 1933 foi aprovado o decreto número 23.569, que reconhece o exercício das profissões de engenharia. A mesma lei cria ainda o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e os Creas regionais.
Nos últimos anos, devido aos investimentos do governo federal, principalmente nas áreas de infraestrutura e moradia do País, as engenharias, especialmente a Civil, voltaram a ficar em evidência. Atualmente, de acordo com Confea, são 4.218 instituições de ensino cadastradas nos Creas do Brasil - cursos relacionados a engenharia, técnico e superior. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam que este ano se formarão cerca de 100 mil engenheiros em todo o Brasil.
O coordenador do Núcleo de Engenharia da Faculdade Pitágoras, Fernando Ciriaco Dias Neto, ressalta que apesar do número expressivo de profissionais que serão inseridos no mercado, o setor passou por um momento de pouco investimento. ''Nas décadas de 80 e 90, o mercado não estava aquecido e havia dificuldades para quem se formava. Com os investimentos o mercado aqueceu, mas faltou mão de obra'', afirma.
Dias Neto diz ser contrário ao número excessivo de ramificações dos cursos e prega que para atender o mercado da melhor forma as instituições devem se preocupar em formar profissionais de qualidade e não em quantidade. Segundo ele, estudos recentes apontam que do total de formandos apenas 20% a 30% estão realmente aptos ao mercado de trabalho.
Quanto ao cenário em Londrina, o professor destaca a presença de grandes construtoras na cidade e opina que caso as instituições de ensino que dispõe de cursos ligados ao setor se unam em prol da profissão é possível que o município se torne um polo formador de mão de obra específica para a área.
Deficit
Com cerca de 20 anos de carreira como engenheira civil, a professora de Saneamento da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Deize Dias Lopes, reforça o período de retomada da profissão iniciado principalmente nos últimos três anos e conclui que há um deficit de profissionais no setor. ''O mercado ficou muito tempo parado e está difícil encontrar profissionais, principalmente com experiência'', argumenta.
O piso da profissão gira em torno de 8,5 salários mínimos por 40 horas semanais - cerca de R$ 5 mil - valor que pode variar de acordo com a região e a demanda de trabalho. Deize garante que hoje o mercado necessita de mão de obra para o setor e dificilmente um formando não consegue um emprego na área.
Postos de trabalhos disponíveis e bons salários. Esse cenário apontaria então para o fato de que o futuro chegou para a Engenharia? Para o Coordenador do curso de Engenharia Civil do Centro Universitário Filadélfia (Unifil), Paulo Adeildo Lopes, a resposta é sim.
Ele argumenta ainda que o cenário positivo não deve estar apenas ligado a grandes eventos como a Copa do Mundo de Futebol ou as Olimpíadas, mas vai além disso. ''O crescimento das oportunidades na área não devem cessar com o fim desses eventos pelo contrário, o Brasil está em franco crescimento e tivemos em anos anteriores uma demanda reprimida. Esse conjunto de fatores faz com que a Engenharia seja uma boa opção não só agora, mas pelos próximos anos'', vislumbra.


