Matheus Stadler Góis, diretor executivo da Hydronorth, empresa pioneira no mercado de Resinas Impermeabilizantes com sede em Cambé, está otimista com o crescimento da empresa, que em 2010 produziu e vendeu 40% a mais do que em 2009. Porém, reconhece que a falta de líderes é evidente e deve se estender por cerca de 10 anos, calcula.''Eventos como a Copa do Mundo, as Olímpiadas e o bicentenário da independência (2022) devem continuar aquecendo a economia, mas a falta de gestores qualificados para o mercado de trabalho é preocupante nesses próximos anos '', avalia.
Focado na escassez de liderança, a Hydronorth está desenvolvendo um processo de sucessão onde cada líder deve ter em seu escopo de trabalho um gestor em potencial treinado. ''Para quando ele deixar a empresa outra pessoa preparada possa substituí-lo e liderar sua equipe'', revela.
Na hora de contratar alguém para um cargo estratégico, Góis opta por recrutar pessoas que estão na casa e conhecem a política, valores e cultura da empresa.
''Recentemente abrimos um recrutamento para o cargo de gerente nacional de vendas, onde participaram três gerentes regionais e a posição será ocupada por um deles'', revelou. Em sua opinião, líderes precisam se desenvolver e aprender a tratar as pessoas da forma como elas são. ''Cada colaborador tem personalidade própria, age e reage de forma diferente a uma cobrança. Se essa cobrança é realizada de forma incorreta o descontentamento toma conta da equipe. Cerca de 75% das insatisfações de um colaborador com a corporação está diretamente ligada a seu líder'', observam lembrando que ''está no DNA de da Hydronorth a valorização de pessoas.''Esse modelo de gestão colabora para a retenção de talentos'', complementa.(K.A.)

mockup