O mural da biblioteca do Senai de Londrina raramente fica vazio São inúmeras as ofertas de emprego feitas por empresas que procuram os novos técnicos quando eles ainda nem concluíram seus cursos.
Para o gerente da unidade, Alexandre Lourenço Ferreira, o assédio é um sintoma claro de como anda a necessidade do mercado por esse tipo de profissional A partir do ano que vem, o corpo a corpo pode ficar ainda mais intenso
A razão está na abertura do curso técnico de biotecnologia e de duas faculdades (processo de manutenção industrial e fabricação mecânica) com graduação em nível de tecnólogo e dois anos de duração, as primeiras de uma série que vai até 2015
Com oito cursos em andamento (Segurança do Trabalho, Instrumentação Industrial, Gestão de Processos Industriais, Eletromecânica, Informática, Vestuário, Mecânica e Manutenção Automotiva), a unidade Londrina será a terceira no Paraná a oferecer Biotecnologia As outras duas são Maringá e Curitiba
A gaúcha Dione Rodrigues Amgarten, 33, mestre em química pela Universidade de Campinas (Unicamp) será a coordenadora do curso Com empregos nas áreas de alimentos, farmacêutico, agroindústria e usinas de álcool e açúcar, o técnico em biotecnologia pode encontrar um amplo campo de trabalho na região
O curso de Londrina estará voltado para as áreas de meio ambiente, alimentos e biocombustíveis, este último o que tem, notadamente, registrado a maior expansão ''O estímulo do governo à produção de biocombustíveis requer técnicos preparados para esse mercado Hoje, as usinas não vencem produzir e atender a demanda Por isso, vão precisar cada vez mais desse tipo de profissional'', disse o gerente do Senai em Londrina, Alexandre Ferreira ''No entanto, posso afirmar que o setor de agroindústria também precisa muito de técnicos em biotecnologia'', completou Dione Amgarten

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