Empresário pode ser punido se não registrar empregado
Para os empresários que insistem em manter um funcionário trabalhando sem registro, Rogério Perez Garcia Junior, responsável pela fiscalização na Regional do Ministério do Trabalho e Emprego, sediada em Londrina (MTE), avisa que as ''dores de cabeça'', caso a prática seja descoberta, serão enormes.
''Dependendo da maneira que isso esteja ocorrendo, além de ser multado pelo MTE, o empresário será denunciado ao Ministério Público e além de uma multa pode inclusive responder criminalmete. Caso seja constatado que a prática ocorre com o apoio do funcionário, este também pode responder criminalmente'', alerta.
Segundo ele, a criação do Simples Nacional - legislação tributária que reduz os encargos trabalhistas para empresas com faturamento até R$ 60 mil anuais -, tem facilitado a regularização dos funcionários. De acordo com Garcia Junior, cerca de 90% das empresas de Londrina devem se enquadrar nesse perfil.
Em 2005, o número de profissionais sem registro era de 33% em nível nacional, enquanto este ano diminuiu para 22% da população economicamente ativa, segundo dados do Ministério do Trabalho. ''Existe uma queda contínua, mas é claro que esses números poderiam ser melhores'', aponta Garcia.
Como problemas, Garcia Junior alega que existem muitos setores em que os trabalhadores são contratados temporatiamente. É o caso do serviço no campo e também em bares. ''Por serem funções desepenhadas por um período específico muitos patrões deixam de regularizar a situação'', avalia.
Outra dificuldade é que em algumas oportunidades o próprio trabalhador não quer o registro. ''Se ele (trabalhador) recebe algum benefício do governo que possa perder, caso tenha a carteira registradam acaba abrindo mão do registro'', garante, referindo-se aos programas sociais do governo.
Já para as grandes empresas, Garcia Junior reconhece que há um ônus grande em caso de registro, mas acredita que a prática é bem aceita pelo empresariado. Para solucionar esse entrave, o responsável pela fiscalização sugere que seria interessante ampliar ainda mais o Simples Nacional. Isso, segundo ele, tornaria as empresas e indústrias brasileiras mais rentáveis e competitivas. ''Lá fora, os custos de um funcionário são menores e talvez a melhor saída seja ampliar o programa existente que já está dando certo'', opina.(V.F.)





