Empregos do futuro: aposte no verde
PUBLICAÇÃO
domingo, 29 de abril de 2012
<br> Vinícius Fonseca Reportagem Local <br> 
A preocupação mundial com o meio ambiente desencadeou uma tendência no mercado de trabalho: o surgimento de novos cursos de formação para quem busca uma oportunidade nos chamados empregos verdes. Relatório divulgado recentemente pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que apenas o setor de energias renováveis deve gerar 25 milhões de empregos até 2030. ''Se considerarmos outros tipos de empregos verdes esse número será ainda maior'', afirma Paulo Sérgio Muçouçah, coordenador do Programa de Empregos Verdes e Trabalho Descente da OIT no Brasil.
''É considerado empregos verdes os trabalhos que se adequam devidamente as leis trabalhistas vigentes no país e também contribuem para o desenvolvimento e a preservação ambiental'', esclarece Muçouçah, explicando que todas as profissões podem estar ligadas à preservação do planeta, basta que seja desenvolvida visando a redução da emissão de caborno.
No Brasil cerca de 3 milhões de empregos verdes foram criados até 2010. Entre esses profissionais, estão desde coletores de reciclagem e cortadores de cana, até engenheiros civis, jornalistas, advogados, entre outros. O mercado é bastante promissor e vem se fortalecendo e abrindo outros nichos de atuação. Entre as áreas mais promissoras, atualmente estão operação de manejo florestal, biotecnologia, tecnologia e sustentabilidade.
De acordo com o coordenador da OIT, projeções feitas nos últimos cinco anos, revelam uma tendência de crescimento dessas atividades em maior número do que a dos empregos assalariados normais. O crescimento anual da oferta desse tipo de emprego no Brasil tem sido de quase 2%, segundo a OIT. ''Embora não existam dados precisos, especificamente sobre o Brasil, o país deve ocupar posição importante nesse setor, devido sua abundância em recursos naturais e produção de energia sustentável, superior a de outras economias de relevância''.
Muçouçah destaca ainda que o mundo vive um período de transição e que muita coisa precisa e está sendo mudada. Para ele, durante todo esse processo é possível que apareçam novas profissões ligadas ao verde e que também, atividades já existentes se reinventem. ''Todas as profissões precisam pensar mais no verde, ou isso acontece ou estará em risco a sobrevivência da espécie humana, A luta para reverter o aquecimento global e os efeitos climáticos começou tarde'', defende, deixando claro que as mudanças são urgentes.


