Empregado pode tirar proveito da situação
A adoção de férias coletivas aos colaboradores é principalmente adotada por empresas que passam por períodos de baixa demanda. A queda natural da produtividade e o alto custo para manter tudo funcionando nestes períodos podem fazer com que ela opte em parar parcialmente ou totalmente suas atividades.
A reportagem da FOLHA ouviu especialistas para checar quando esse sistema é válido do ponto de vista econômico. ''Há empresas cuja a produção é sazonal e não compensa mantê-la aberta em determinados períodos do ano. Nestes casos, as férias coletivas podem ser uma boa medida, mas cada caso precisa ser avaliado individualmente'', alerta Sinval Ozório Pitaguari, professor de ciências econômicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
A maioria das empresas não costuma conceder o período integral de 30 dias aos seus colaboradores, mesmo assim o professor acredita que o funcionário pode tirar proveito da situação. ''Ele (o empregado) pode tanto vender o período restante quanto combinar um outro período do ano em que possa gozar de seus dias restantes, tendo assim dois períodos de descanso no ano''.
O coordenador do curso de Administração da Universidade Norte do Paraná (Unopar), José Carlos Rogel acrescenta que embora exista a possibilidade de uma parada coletiva é importante que as empresas se organizem para não parar totalmente. ''Alguns funcionários devem continuar trabalhando mesmo nesses períodos. Para as empresas é importante organizar a equipe para que o atendimento ao público posssa continuar, dividindo as férias por setor'', recomenda. (V.F.)





