Com o desenvolvimento de novas tecnologias e a modernização de computadores, a comunicação visual ganha traços cada vez mais realistas despertando assim, o interesse de empresas para um segmento que até pouco tempo não tinha tanta procura: a animação gráfica. Em expansão, este segmento tem aberto as portas para novos profissionais.
Com um mercado que engloba não só propaganda, mas também o desenvolvimento de jogos, além dos tradicionais HQs e mangás - desenhos em quadrinhos - e filmes cada vez mais elaborados, há um vasto espaço para profissionais atuarem, opina o professor da disciplina de criatividade e animação do curso de Artes Visuais da Universidade Norte do Paraná (Unopar), Fabrício Santesso.
Entretanto, o professor alerta que é preciso criatividade e muita dedicação. ''Muitos alunos procuram o curso achando que trabalhar com animação é só diversão, mas o animador é aquele que trabalha a todo momento pensando em animação. É preciso criatividade para ser algo que transmita a mensagem de modo simples, algo que ainda falta em alguns profissionais'', avalia.
De acordo com Santesso, a procura das empresas por este tipo de trabalho ocorre pela leveza que se consegue transmitir pelos desenhos. Ele exemplifica que temas como doenças e viagens refletem bem essa tendência. ''Ninguém gosta de ver o ser humano associado a doenças ou acidentes. A animação é capaz de passsar essas mesmas mensagens de uma maneira descontraída e aliviar a coisa'', defende.
Na opinião dos professores de artes visuais e de modelagem 3D e animação, Marcelo Ciconini e Douglas Giarletti outro aspecto importante é a utilização da internet como ferramenta para divulgar um trabalho de animação. Sites de vídeos como o vimeo e o youtube são interessantes nesse aspecto. ''Para chegar a ser contratado por uma grande empresa é preciso ter um portifólio que chame a atenção e disponibilize vídeos de animação nesses sites'', ensina Giarletti. ''Com um bom computador e criatividade se pode fazer animações de qualidade em casa'', completa
Hoje, segundo Marcelo Ciconini, dependendo da animação, o retorno financeiro em grande centros é interessante. Ele cita exemplos de animadores que conseguem mais de R$ 7 mil mensais trabalhando com empresas que necessitam desse tipo de profissional, como produtoras de jogos.
Para os professores, Londrina também acompanha tendência deste mercado a exemplo dos grandes centros, embora a atividade ainda não seja devidamente reconhecida por aqui. ''Temos expectativas de que haja mudanças em um futuro próximo. Hoje não são todas as empresas que apostam na animação e quando fazem isso não pagam um valor real do trabalho'', afirma Ciconini.
Para eles, animadores brasileiros são bem vistos no exterior pela sua forma de trabalho e talento, o que é positivo. ''Mercados como o de revista em quadrinhos e o do cinema não devem acabar, pois já têm um público estabelecido e isso pode ser uma boa aposta'', projeta Ciconini. ''Até por isso é fundamental donimar outras línguas ou pelo menos o inglês'', alerta Giarletti.

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