Em busca de uma carreira melhor
Não se acomodar sempre foi a realidade da administradora de empresas Sarita Giovanini Calado, 47 anos, que atualmente atua como representante comercial e empresária do ramo de fast food. Ela viu sua carreira se projetar naturalmente, mas não se acomodou e foi atrás de conhecimentos específicos para melhorar.
''Quando comecei a cursar administração de empresas tinha o sonho de trabalhar numa grande empresa e liderar uma equipe. Eu sabia onde queria chegar, mas no meio do percurso me deparei com alguns obstáculos que não estavam previstos. Nesse tempo tive meu próprio negócio e trabalhei com a representação de confecções. Em 2007 percebi que minha carreira tinha se estruturado naturalmente, mas senti que precisava de mais conhecimentos e informações para me tornar mais competitiva no mercado'', conta ela. ''Nessa época eu e meu marido percebemos que eu poderia estar à frente dos negócios da família'', conta ela.
A carreira profissional de Sarita, bem como os negócios da família, já estão planejados para os próximos cinco anos. ''Tudo colocado no papel. Dessa forma você determina e checa o que foi feito e o que não foi e se cobra a fazer o que falta; e muitas vezes rever o que não está dando certo e mudar a rota. O fato de você planejar faz com que você trilhe o caminho certo para seguir até o objetivo desejado. Sem o planejamento é difícil se satifazer como mulher, profissional, mãe e esposa.''
Multifunções
Carmen Mercedes Zuan Benedetti, 49 anos, professora de comunicação e consultora era o tipo de pessoa que queria fazer tudo ao mesmo tempo agora. Essa característica complicou e atrasou sua vida profissional em pelo menos 10 anos. Sua primeira faculdade foi focada em sua aptidão para artes. ''Sempre gostei de encenar, cantar. Quando me formei e fui atuar na área, me decepcionei com o salário e tentei minimizar o erro com outra faculdade - a de processamento de dados - e tive outra frustração'', conta ela, que ainda fez mais dois outros cursos antes de perceber que o que faltava em sua vida era foco. ''Eu queria ser muito abrangente e fugia do essencial. Tinha muita dificuldade em valorizar meu trabalho e dizer não para as atividades que saiam da meta'', complementa.
Depois que começou a planejar sua carreira, a vida de Carmen se transformou. ''Comecei a ver o que tenho nas mãos e o que o mercado pede. Consegui buscar equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual. Quando você é a sua própria empresa, estar bem é fundamental. Hoje me sinto realizada com minha carreira'', diz ela, que conseguiu através do planejamento até informar a reportagem da FOLHA que em 2010 trabalhou uma média de 88,5 horas por mês.
''O planejamento para 2011 já está traçado, feito a lápis porque pode haver mudanças'', garante.





