A conclusão de um curso superior já não é suficiente para garantir um lugar no mercado de trabalho. Os profissionais buscam cada vez mais cursos e especializações para atender as expectativas dos clientes. Atualmente conhecimento é sinônimo de segurança e é este tipo de profissional que empresas e pessoas procuram na hora de contratar um serviço.
De olho neste mercado O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná criou um curso voltado para profissionais que querem se aperfeiçoar. O ''Programa de Excelência'' tem como objetivo buscar uma maior qualificação nas atividades de planejamento, execução e manutenção de projetos para profissionais da engenharia, agronomia e geociências. A conclusão das atividades do programa dá ao profissional um Certificado de Qualidade e Excelência em Projetos e atesta que suas atividades são desenvolvidas com competência, ética, legalidade e alto grau de exigência. Até agora, o Programa de Excelência já certificou 10 engenheiros civis e eletricista e 11 arquitetos. Dois engenheiros são de Londrina.
O programa é baseado em quatro eixos: Excelência em Planejamento de Edificações; Excelência em Execução de Edificações; Excelência em Manutenção de Edificações, e Excelência em Licenciamentos Ambientais. Para conseguir o selo os profissionais participam de De acordo com o engenheiro eletricista, gerente da regional Londrina do Crea-PR, Edgar Tsuzuki, cerca de cinco mil profissionais já concluíram a capacitação no Paraná.
Tsuzuki explica que a etapa gratuita do aprimoramento corresponde aos cursos oferecidos a distância. ''Após esta fase, os interessados participam de cursos onde aprendem o conteúdo de compatibilização de projetos. Esta etapa é cobrada pois é ministrada por profissionais habilitados pelo Crea e oferecida pelas associações de classe'', explicou.
Para que o aluno consiga a certificação profissional ele deve elaborar um projeto que será analisado por equipes de instituições certificadoras credenciadas pelo Crea. Conforme Tsuzuki, as instituições são universidades parceiras e os projetos são avaliados pelos professores. Atualmente a PUC-Curitiba, UTFPR de Campo Mourão e a Universidade dos Campos Gerais estão habilitadas a analisarem os projetos. ''O regulamento foi pensado para que pudéssemos contar com a chancela de orgãos respeitados como as instituições de ensino. Os docentes têm total condição de fazer a avaliação e certificação'', disse, acrescentando que esta avaliação também tem um custo para os profissionais. Segundo ele, o tempo médio para concluir todas as etapas do processo é de cerca de seis meses.
Com a certificação em mãos, o profissional recebe o direito de usar o Selo de Qualidade e Excelência. ''As instituições de ensino são muito respeitadas, assim como o Crea. Ao ter direito ao selo, o profissional tem uma vantagem competitiva nas suas negociações e transmite mais confiança aos clientes'', garantiu.
Para manter o selo de qualidade, anualmente os projetos dos profissionais são auditados para verificar se as normas estão sendo seguidas. ''Agendamos uma visita ao local de trabalho desta pessoa e verificamos se ela permanece usando os conceitos avaliados no ato da auditoria'', disse, acrescentando que esta conferência é feita por um profissional ligado ao Conselho. De acordo com o gerente regional, a conferência periódica é importante para manter a qualidade do selo e do profissional. Para continuar credenciado, o profissional precisa ter no mínimo 90% de aderência aos quesitos pré determinados.

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