Muitos profissionais quem já estão dentro da carreira pública buscam aprimoramento educacional para conquistar cargos de nível superior, muitas vezes em órgãos similares aos que já atuam. É o caso da técnica judiciária de Cambé (Região Metropolitana de Londrina), Débora Gisele Freitas, de 48 anos. Ela conta que antes de prestar o concurso, em 2009, estava com problemas para se encaixar no mercado de trabalho. "Durante muito tempo fui cantora, mas passava por dificuldades financeiras. Depois dos 40 anos fica difícil arrumar um emprego. Optei então, por me preparar para concursos. Cheguei a prestar alguns e acabei passando no Tribunal de Justiça", relata.
Quase sempre esse tipo de concurso tem validade por dois anos, podendo ser prorrogado por mais dois. Isso possibilitou que Débora fosse chamada em 2011 para ocupar o cargo que exerce hoje.
A mudança de vida de Débora foi tanta que atualmente ela está cursando o oitavo período de Direito e pretende, tão logo seja possível, prestar um concurso de nível superior. "Quero crescer ainda mais na vida pública e os concursos para os formados em Direito costumam ter salários ainda melhores", avalia.
Hoje, a técnica judiciária diz que procura incentivar suas filhas, Bruna, de 15, e Beatriz, de 13, a buscarem preparação para que um dia possam trabalhar no funcionalismo público. "Com o tempo de serviços prestados e os benefícios meu salário se aproxima de R$ 4 mil. Minha família toda é capaz de reconhecer que nossa vida mudou", afirma.
A busca de estabilidade e cargos mais atrativos financeiramente também mobilizam
a bancária de Londrina, Aline Ferreira Barrinuevo, de 25. Formada em Direito, desde 2011, ela vem tentando uma série de concursos que exige ensino superior, principalmente aqueles ligados à área jurídica, como o Tribunal de Justiça, por exemplo. Mas no ano passado resolveu aproveitar o embalo dos estudos e prestar também o técnico judiciário, que teve edital publicado. "Acabo fazendo também os provas de ensino médio porque a oferta é grande e geralmente abrange o mesmo conteúdo que já estudo para os concursos de nível superior", diz.
Em caso de aprovação, Aline comenta que pretende aproveitar a oportunidade para aprender tanto com a atividade profissional, quanto com a realidade numa instituição pública, além da contagem de anos para o currículo. "Alguns cargos de nível superior exigem experiência na atividade jurídica. Se aprovada no concurso de ensino médio posso aproveitar o período de atuação e ainda continuar estudando até alcançar a aprovação no concurso desejado, que é a magistratura", planeja. (V.F.)

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