Elas são maioria na EaD
Dos alunos matriculados em curso autorizados e livres (que não precisam de autorização do Ministério da Educação), da Educação a Distância (EaD), a maioria são mulheres (52%). Esse dado foi apresentado pelo Censo EaD BR 2012, que também revela que os homens só estão em maior número nos cursos corporativos.
As mulheres que representam esse indicador são jovens, com até 30 anos, trabalham e se interessam principalmente pelas áreas de ciências humanas e sociais, com destaque para os cursos de Administração e Gestão.
Para Eduardo Alves, diretor de Relações com o Mercado, do Instituto Monitor, escola pioneira em EaD no Brasil, "os investimentos das instituições de ensino na EaD subiu cerca de 35%. É um mercado em potencial, que pode alcançar regiões remotas do País e, principalmente, um público que já não tinha motivação para estudar, tanto homens quanto mulheres", afirma.
Segundo a psicóloga e coach de executivos Cyndia Laura Bressan, há dois fatores relevantes sobre a presença feminina no EaD. O primeiro se deve à contingência numérica, já que existem mais mulheres que os homens no Brasil. A segunda questão é que como a mulher não podia, historicamente, assumir alguns cargos fora de casa, foi delegado a elas que estudassem mais. "Como houve essa possibilidade, elas acabaram dando continuidade, ou seja, estudando mesmo quando assumia melhores postos de trabalho", conta.
Cyndia ressalta ainda que o índice de desistência de mulheres nas faculdades é menor que o masculino e muito se justifica pela questão delas "terem mais foco, mais concentração e conseguirem suportar muito mais às agruras de um ensino superior", conclui. Em Londrina, por exemplo, essa realidade é notada na Faculdade Pitágoras, onde 65% dos alunos é representado por mulheres e 35% por homens. (M.O.)





