Adilseia Soriani Batista, gerente de Recursos Humanos de uma empresa agrícola de Londrina, comenta que não são muitos os profissionais que têm um segundo emprego formal. ''Hoje, o que há são pessoas que buscam uma atividade complementar ou adicional, pois é difícil conciliar duas atividades profissionais. Geralmente, os que têm jornada dupla, exercem uma atividade fixa e outra mais flexível'', explica.
Para ela, a aceitação das empresas em seu empregado ter dois empregos vai depender muito do perfil e do que a instituição espera do profissional. ''Se for uma empresa que pede exclusividade, que prefere que a pessoa tenha um vínculo, por exemplo, não vai ver com bons olhos. Até porque a pessoa pode ter que dividir o tempo e seu desempenho. Mas isso vai depender muito do tipo de atividade tanto da empresa quanto do empregado.''
A gerente também compartilha da opinião de que é preciso ter claro os motivos de se buscar uma segunda alternativa. ''Antes de tudo, a pessoa deve responder a si mesma: O que eu quero como projeto de vida e de carreira? É pela questão da renda ou por realização? Tendo essas questões resolvidas, o segundo passo é conciliar as atividades para que uma não prejudique a outra'', enumera. (M.T.)

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